quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não consegue esquecer um ex-amor?

 
 

Sabe aquela sensação de estar no primeiro encontro com alguém que parecia especial e de repente sentir uma saudade enorme do parceiro anterior? E às vezes a saudade do ex-amor até aumenta depois do encontro com um outro alguém. Você pode achar que esse tipo de sentimento só serve para mostrar o quanto ainda ama quem não está mais do seu lado. Confuso não?
     Depois do término da relação, a busca por outro amor pode ser dolorida. Dói porque você realmente não está inteiro em si mesmo. Ou porque há uma parte de seus sentimentos presos à relação que se desfez e, para complicar, uma parte de você tenta incessantemente encontrar na atual relação características daquela pessoa do passado. Você age dessa maneira sem ter consciência, sem querer se machucar nem ferir o atual pretendente. Mas os dois acabam sofrendo juntos.
     A dor está justamente na constatação de que seu atual amor não é quem você está procurando, porque quem realmente deseja está no seu passado. É aquela pessoa que mexe contigo, com seus bons sentimentos e até com sua raiva e frustração. Dá até medo pensar em como a pessoa pode estar se divertindo, neste momento, longe de você.

Despedida do passado

     Querer virar a página já é uma grande atitude a ser tomada. Geralmente os obstáculos internos que atrapalham a entrega para o novo relacionamento costumam estar ligados ao grau de satisfação que você tinha com o ex-amor, além da sensação de ter se habituado ao jeito do outro.
     Estar a dois requer estar inteiro na relação para dar certo, respeitar o espaço do que já foi vivido e não ficar preso ao que passou. E tudo isso é difícil quando você ainda não esqueceu um ex-amor. O mais importante neste momento é entender que você está totalmente dividido: uma parte quer seguir em frente e encontrar alguém que esteja disposto a amar, enquanto o outro lado sofre todo dia com a distância de quem ainda ama.
     Se estiver passando por essa situação, neste momento de sua vida, você acha que pode se entregar a uma nova relação e amar de verdade outra pessoa? Além disso, você acredita que vai encontrar alguém que preencha todos os requisitos de um parceiro que você quer? Talvez não, afinal você não está em condições que lhe permitam nem mesmo reconhecer essa pessoa, já que ainda não terminou seu ciclo amoroso anterior.

Vale a pena investir na reconciliação?

     A solução para isso pode parecer estranha, mas quem sabe aguardar um novo desfecho entre você e esse amor que ainda não acabou? Por que não investir em diálogos entre vocês dois para estabelecer possíveis ligações que aumentem a reciprocidade e a entrega para a relação? Será que vocês não desistiram muito rápido de tentar dar certo? Será que essa pessoa também não sente falta de você? Por que não tentar fazer algo diferente por vocês dois?
     Se você já tentou fazer dar certo e nada de bom saiu dessa experiência, realmente pode ser a hora de se alinhar com a sua vontade de mudar de parceiro e não desistir do encontro com uma pessoa com a qual você possa ter uma relação saudável. Outra coisa que pode estar acontecendo é você não estar realmente disposto para uma nova relação e precisar de um tempo para ficar sozinho.
     Existem mil fatores que podem fazer você sentir falta de outra pessoa, talvez seja apenas uma lembrança da última relação, mas isso não pode ser um bloqueio para você ser feliz agora. Se você ainda ama alguém e não existe nenhuma maneira de vocês ficarem bem juntos, não se torture, aceite esse amor como uma experiência que foi boa de ser vivida, não um tormento.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Amor não se esmola

    
       O que é esmolar amor?  Não seria uma atitude de espera pela caridade de alguém dar a sobra do que ela tem a oferecer de afeto? O amor não deve ser nenhum tipo de esmola, mas mesmo assim, encontramos muitos casos de pessoas que, desesperadamente, pedem, cobram e até suplicam o amor de quem não dá a mínima a elas.
Tem pessoas que acham que o amor está associado a vários tipos de sofrimento, de tortura e de desrespeito a si mesmo. Com isso, alimentam a vaidade do parceiro aguardando a esmola que ele tem a oferecer. Outras acreditam que o sofrer por amar vai trazer algum tipo de recompensa por se dedicar tanto à missão de fazer alguém menos infeliz.
O que importa é a esmola que se recebe?  O que importa são os poucos minutos que se passa bem do lado de quem se espera uma demonstração ínfima de afeto? E o restante do tempo que se passa sofrendo, clamando por aquilo que o outro não tem a te oferecer? Vale mesmo a pena essa rotina?
Acredito que pessoas que esmolam amor aprenderam em casa essa associação entre o sofrimento e o amor. Certamente, elas tiveram pais que não demonstravam afeto e assim, acham normal seu parceiro não oferecer o sentimento que se quer tanto receber e, viver neste tormento entre o que é bom e o que faz mal é o alimento do seu quotidiano.
Realmente é uma pena que haja pais desse tipo, mas isso faz parte da realidade e o que se faz com este fato é opcional. Escolher entre sofrer ou nos libertar desse padrão é possível, não é preciso repetir a tristeza que se passou na infância, se entendemos o que ela tem a nos ensinar.
É duro enxergar que estamos nos contentando com esmolas, com o resto do melhor que a pessoa poderia nos oferecer em troca de todo esforço e sacrifício que nos causamos em busca desse amor inatingível. Dói saber que essa pessoa não pode nos amar do jeito que gostaríamos de receber afeto, mas onde fica a nossa integridade?
Onde está o nosso poder de escolha por receber o melhor? Abandonamos tudo isso em prol de alguém que não tem amor para nos dar?  É melhor isso do que a solidão? Mais vale o desespero do que a busca de um amor que nos sacie? E o que fazemos com o medo de ficar só?
Será que viver um amor desse tipo por alguém faz com que essa pessoa nunca pense em te abandonar? Não, essa armadilha em que você se colocou não é confiável, nem pode te oferecer a segurança que você tanto quer receber dessa pessoa. Também não é possível acreditar que essa pessoa dê valor ao que você sofre, nem mesmo a essa relação doentia que você alimenta.
Os pais que nutrem um amor de esmola com seus filhos não podem ser mudados, eles são assim e os filhos que precisam aprender a lidar com isso. Mas, sobre a busca de parceiros que alimentam esse tipo de relação, nós devemos ter a consciência de que ninguém precisa viver eternamente nessa tentativa de receber esse amor doente.
Se seu parceiro não se demonstra preocupado com o que se passa contigo, com suas conquistas e também com os seus pesares, se ele não aparenta ter amor para te dar do jeito que você acredita que merece receber, se ele te diminui, te trai e não se importa com a dor que essas atitudes podem te causar, se pergunte se é isso mesmo que você merece viver, se o seu sonho de ser feliz está sendo realizado.
Você é incapaz de mudar qualquer pessoa porque isso não depende de você, só de quem realmente quiser mudar. Não se submeter a sofrimentos é se posicionar para receber o melhor que a vida tem a te oferecer.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que fazer quando erramos

 
   Assumir nossos erros não é nada fácil. E, às vezes, essa atitude nos deixa a sensação de que fizemos algo de errado contra nós mesmos, pois podemos considerar este ato como uma maneira de dar poder à outra pessoa. Mas será que é isso que acontece de fato, ou temos apenas uma ideia negativa sobre o ato de assumir que não somos perfeitos?
     Por outro lado, quando não assumimos nossos erros, podemos criar um mal estar dentro de nós muito pior, uma sensação de culpa por nos sentirmos em dívida conosco e com os demais envolvidos com a nossa falha. Além disso, para que tentar ser perfeito, se não existe a perfeição?
     Ao nos liberarmos da ideia de perfeição, nós começamos a aceitar melhor quem somos de fato, e o que somos capazes de fazer e ter, através de nossas atitudes. Com isso, ao invés de nos sentirmos presos, experimentamos a libertação de uma amarra que usamos por tanto tempo - a corrente da tentativa de ser perfeito. Quando paramos de alimentar essa corrente, tudo começa a mudar: não nos sentimos presos à obrigação de alimentar essa necessidade que o outro acha que temos que cumprir. Assim, ganhamos o nosso espaço e temos tempo para fazer o que realmente queremos com nossas vidas.

Você vive tentando agradar?

     Acreditar que temos que viver agradando os outros é uma verdadeira prisão, porque dificilmente vamos conseguir alcançar isto e geramos dentro de nós uma grande insatisfação. Quando começamos a nos afastar da ideia de que não podemos nunca errar e até pedimos desculpas por ter feito algo que não agradou o outro - sendo proposital ou não - começamos a delimitar o nosso território, ou seja, decidimos o que nos compete fazer com nossas vidas.
     E os erros? Qual é o problema de errarmos? E qual é o problema de assumir que erramos? Será que há alguém que nunca errou? Será que podemos um dia conquistar um comportamento 100% perfeito? Você quer ser perfeito para quê ou para quem? De acordo com pesquisa feita pela mestre em psicologia do esporte Eliane Barbanti, pessoas altamente perfeccionistas são as que mais se torturam e estão mais propensas à depressão e a um alto nível de desgaste, ocasionado pelo estresse de querer fazer tudo certo o tempo todo. Essas pessoas não toleram os seus próprios erros e ainda podem ser extremamente rígidas com os seus subalternos por acreditarem que se elas não podem errar, ninguém pode também. Quanta infelicidade, não?
     É compreensível que viver ao lado de alguém assim torna mais complicada a atitude de assumir nossos erros. Mas quem sabe assumir as falhas sem culpa, agindo com naturalidade consigo mesmo, pode até demonstrar a essas pessoas o quanto não é nada fora do normal errar. Alimentar a dura realidade de uma pessoa perfeccionista não significa demonstrar o quanto ela é importante para a sua vida. Isso apenas cria um ambiente de grande tensão, quando damos importância obsoleta ao frenesi do perfeccionismo.
     Além disso, esta caça à perfeição não seria uma fuga, uma tentativa de não enxergar a realidade como ela é? Será que alguém está brincando de ser super-heroi ao tentar ser perfeito? Tente abaixar um pouco a sua expectativa sobre si mesmo e sobre os outros, e você verá como vai se sentir muito melhor consigo mesmo. E não se esqueça de descobrir que assumir o erro pode ser libertador.

 Artigo publicado na Revista Personare: http://www.personare.com.br/o-que-fazer-quando-erramos-m2637

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ainda falta aceitação


Parece fácil criticar o que encontramos de diferente no outro, mas o que parece ser um costume – não aceitar a diferença – pode ser um grande mal que fazemos para nós mesmos e para os outros. A exemplo disso, temos o bullying, o racismo, o preconceito e entre outras condutas que não condizem com a boa convivência em sociedade. O que é mais evidente é a necessidade de ser descoberta a diferença, apesar de ela poder ser interpretada como positiva ou negativa, a depender da educação e da civilização do indivíduo.
            Sabemos que não se pode ter preconceito sobre qualquer pessoa ou assunto, mas ainda há quem prefira se posicionar de forma inaceitável sobre aqueles que são diferentes no seu modo de agir e de pensar. Podemos até dizer que isso deixar de ser preconceito, pois se conhece previamente o que gera o diferencial. Então, quem escolhe esse comportamento também está sujeito a grandes críticas a respeitos de seu modo de continuar envernizado sobre o tema em questão.
 Sobre o racismo no Brasil é até ridículo existir pessoas que não aceitam a nossa mescla étnica, pois somos todos, desde a época da vinda dos portugueses e dos africanos para nosso território um grupo cheio de traços, de crenças, de costumes e maneiras diversas de pensar e, contudo geramos um só país.
É evidente a necessidade de busca pela nossa identidade na fase da adolescência, em que queremos nos autoafirmar através de nossas ações, o que originou as brincadeiras sobre o colega da escola. Mas ultrapassar os limites do que é aceitável, ser agressivo fisicamente e verbalmente é sintoma de uma sociedade doente, de crianças sendo um reflexo de como seus pais não as educam devidamente e de como a comunidade precisa se unir contra comportamentos inaceitáveis em crianças e adolescentes para que estes mesmos indivíduos não sejam adultos de má índole.
Entender que somos variáveis de uma única variante – o ser humano, é entender que a diferença é preciosa e cheia de conteúdo a ser descoberto e admirado e isso é um dever de todos nós, pois demonstra o quanto aprendemos a ser educados e podemos conviver bem em sociedade. Não se pode julgar nada nem ninguém sem antes mesmo ser descoberto que, talvez há em nós mesmo algo que não queremos aceitar e acabamos usando o outro apenas como um espelho para a nossa ferida.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os personagens que construímos


      Sempre que você toma uma atitude, você se preocupa com o que as pessoas vão pensar ou em como vão reagir? Por exemplo, ao escolher uma roupa, fica pensando se a cor e o estilo vão agradar aos outros? Ao pensar em mudar o visual, questiona se o corte cabelo que você tanto quer fazer vai assustar o pessoal? Vamos conversar sobre esse assunto: o que você escolheu ser até hoje é o que você realmente é por dentro? Ou você escolheu usar um personagem que sempre agrada a todo mundo para parecer sempre bonzinho para os outros?       Tem gente que vive a vida inteirinha querendo ser o bonzinho, querendo agradar a todo mundo. Sempre se deixa para trás (na verdade para baixo) enquanto coloca todo mundo lá em cima e espera como esmola dos outros a atenção e a aceitação. Essas pessoas sempre estão se sentindo mal, com algum vazio por dentro, com uma sensação de infelicidade pura. Uma das grandes lições da vida é que ser bonzinho para os outros é ser malzinho para si mesmo. Não podemos deixar de respeitar nossas vontades para agradar o tempo todo aos outros.
      Em geral, quando as pessoas são muito indecisas, o que justamente acontece com elas é um conflito entre o que realmente querem fazer e a vontade dos outros. Elas se deixam levar pelas opiniões alheias e são guiadas sempre para o que já foi dito que é o certo, o ideal. Assim, vivem vagando entre o que acham ser perfeitinho e o que realmente são. Não entendem que o que é certo e ideal para um, não quer dizer que seja para todos.
      O pior de tudo isso é a questão do medo. Quando a pessoa tem medo do que os outros vão pensar sobre ela é justamente porque ela se preocupa muito mais com os outros do que consigo mesma. Na vida é assim que funciona: quando damos a nossa força para os outros, deixamos de ter essa força. Dessa forma, ficamos desprotegidos, sem personalidade, sem nossa própria identidade e, na verdade, ninguém valoriza alguém nessa posição.

Os passos para jogar fora os personagens

      As pessoas que sofrem por viver assumindo personagens em suas vidas, geralmente chegam no meu atendimento sentindo na cabeça uma sensação de vazio e cheio ao mesmo tempo. É justamente o seu corpo lhe trazendo a informação de que a sua cabeça está vazia de suas vontades e pensamentos próprios e cheia de gente escolhendo o rumo de suas vidas.

Dicas para você descobrir se vive interpretando um personagem:

Você já foi a algum evento por “livre e espontânea pressão” de outra pessoa? Você se sentiu bem com isso? Dá um mal-estar, não é verdade? É a sua alma que quer se libertar dessas situações.
De repente, dá uma vontade de sair por aí e ser feliz? É sinal que você não está sendo feliz no seu momento presente.
Você já percebeu que as pessoas boazinhas para todo mundo só se dão mal, enquanto que aquelas que são mais elas mesmas se sentem muito melhor? È a diferença entre viver a sua própria vida em contato com a sua alma e ficar se preocupando em agradar a todos e se colocar em último lugar no ranking da vida. 

Os dois primeiros passos para jogar fora os personagens seriam:
1. Pare e pense se você está esperando elogios em sua vida. Se estiver, é sinal de que você também está aberto para as críticas que só nos empurram para baixo.
2. Aprenda a dizer não. Observe que quando você diz “sim” para as vontades dos outros, você acaba dizendo “não” para si mesmo, para quem realmente você é e sente.

      Se cada um entendesse que é único à sua maneira, todos nós iríamos ser muito felizes e respeitaríamos muito mais as qualidades dos outros. Até porque quando nos aceitamos, não ficamos procurando o ruim no outro.
      O fato de buscar o negativo no outro já foi muito bem explicado pela psicologia ao analisar o comportamento de crianças que ficam criando apelidos ofensivos para seus amiguinhos. O que ocorre, na verdade, é a tentativa dessa criança de tirar do foco a sua baixa auto-estima e trazer as outras crianças para o lugar onde ela está – lá embaixo, se sentindo muito mal e tentando disfarçar fazendo algazarra na vida de seus coleguinhas.
      Se nós entendêssemos que ninguém deve ser igual a ninguém, nem muito menos deixar de ser si mesmo para agradar aos outros, você não acha que iríamos ser muito mais felizes? Só podemos transmitir coisas boas quando estamos bem e nos dando o nosso melhor. Do mesmo modo, só podemos amar aos outros quando temos amor dentro do nosso coração, não é verdade?
Artigo publicado na Revista Personare e na Revista Grandes Temas da Pscanálise, Editora Mythos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como escrever a sua própria história

           Escrever sobre nossa história pode ser um momento de grande conhecimento sobre nós mesmos. Muitos de nós já tivemos uma vontade de escrever, ou até pedir alguém para escrever sobre nós para ter um registro sobre o que vivemos, mas em muitas situações, falta saber como começar a escrever e o que colocar dentro dela.
Sobre o conteúdo, não se importe muito com a forma, dê a você mesmo o prazer de se libertar através da escrita e não se aprisionar com o que ditaram como regras. Escrever de forma coerente e prazerosa pode acontecer ao mesmo tempo e lembre-se do mais importante: você está escrevendo para si mesmo.
Escrever sobre si pode ser algo muito prazeroso, algo que te faça relembrar de momentos que você passou de aprendizado, de alegrias e também do que não foi tão bom assim, mas foi superado por você. Aliás, viver pode ser ultrapassar as expectativas do que temos como ideal e tecer experiências com a realidade.
Cada um de nós em sua vida traz uma riqueza de aprendizados que compõe o nosso quotidiano e isto pode servir como um impulso quando nos faltar ânimo, além de também ajudar a organizar o que você escolhe fazer com o seu futuro.
Escolher escrever sobre nossa vida pode te ensinar a dedicar tempo a si mesmo, a descobrir o quanto damos importância a assuntos que não merecem tanta importância de nossa parte e traz para nós uma dose imensa de reflexão que pode ser muito prazerosa e reveladora.
Além disso, como educadora, vejo como muito positivo estimular desde cedo as crianças a escreverem as suas experiências assim como pessoas em qualquer idade podem começar a escrever sobre suas vidas, pois ao escrevermos sobre nossa história, entramos em contato com nossas emoções, nossos sentimentos, podemos ter uma visão mais ampla sobre como reagimos em nossas relações e sobre o que desejamos fazer e realmente conseguimos. Com isso, aprendemos muito sobre nós, sobre nossa maneira de nos expressar e o que nos faz feliz e o porque de sentirmos determinadas dores emocionais.
Eu sou adepta de diários de viagem e também quando há algo que preciso entender melhor, busco a escrita para analisar as minhas emoções sobre o assunto, se elas me dificultam a realização do meu objetivo ou se estou no caminho certo, fazendo o melhor que posso.
Assim como tem gente que tem vergonha de dizer que faz terapia ou análise para se conhecer, também tem pessoas que não conseguem sentar e escrever sobre elas e outras que não assumem que escrevem sobre suas vivências. Quanta bobagem, não? Será que estamos fazendo algo de errado ao escrever? Não seria uma falta de coragem de assumir o que gostam de fazer? Já que não estamos fazendo nada de mal a ninguém, então por que foi criada essa imagem negativa sobre diários e biografias e ainda alimentamos isso?
Bom, o que eu posso afirmar por própria experiência em sala de aula é ter observado atitudes de adolescentes que buscam autoafirmação ridicularizando aqueles que gostam de escrever sobre si mesmos. Não seria um recalque da parte de quem ridiculariza por não se achar capaz de escrever sobre o que vivenciam? O que o impulsiona não seria uma grande raiva sobre si mesmo porque não se acha bom o suficiente para escrever algo interessante? Acredito que sim.Será que fugimos de críticas justamente porque não queremos ouvir as mesmas zombarias da adolescência?
Então, quando começar?  Quando você quiser! Basta ter um papel, um documento no computador, uma gravação de áudio ou de vídeo, você pode escolher. Para quem se interessar, mãos à obra!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sempre perdemos com comparações


Parece que o ser humano precisa fazer comparações para encontrar soluções e desvendar valores. Mas será que precisamos ficar comparando as pessoas ao nosso redor e também nos comparamos aos outros para encontrarmos o que procuramos? Será que ao compararmos, estamos sendo razoáveis ou apenas avaliando os pontos negativos do que é observado? Temos como fugir de comparações?
Comparações existem o tempo todo ao nosso redor: pais comparam as características de seus filhos, professores fazem uma média de notas da turma, os parceiros distinguem os seus amores atuais dos anteriores fazendo comparações e tudo isso porque toda comparação é acompanhada de uma expectativa sobre o é comparado.
O que seria essa expectativa? Qualquer ideia em torno do relacionamento, sobre como o outro “deveria” se posicionar e até mesmo pensar? Quando acreditamos em moldes préestabelecidos, nos enrijecemos a tal ponto que criamos à nossa volta expectativas que o mundo precisa preencher, ou seja, colocamos todos ao nosso redor e até nós mesmos cobertos de tarefas a serem exercidas para que nós possamos ser felizes.
Quando nos colocamos nesta posição, criamos uma grande teia de vaidades que causa o sofrimento de estarmos presos ao ato de preencher expectativas e assim, ficamos imersos em um ambiente de tensão, de tédio e de grande insatisfação com tudo e com todos, nada nunca nos agrada, sempre há defeitos, erros, algo para ser consertado e administrado só por nós porque nem mesmo acreditamos na capacidade dos outros de fazerem o que é certo e até mesmo podemos começar a acreditar que somos os “donos da razão” ou o “centro da sabedoria universal”.
Tudo isso estraga os nossos relacionamentos porque incomodamos muito quando transmitimos a mensagem a alguém de que ela é uma pessoa incapaz e vazia de algo que “deveria ter”. Você entende como podemos fazer mal a uma pessoa achando que estamos fazendo o bem? Como podemos acreditar que realmente somos capazes de “melhorar” alguém?
Geralmente, quem acha que pode fazer dos outros o seu brinquedo de moldar está cheio de expectativas não preenchíveis sobre si mesmo e espelha essa frustração no outro apontando os “defeitos” do outro e afirmando que o outro não é bom suficiente. Os outros para esse tipo de pessoa podem ser apenas uma fuga do seu principal problema – si mesmo e suas idealizações do que é ser perfeito.
Quem sofre com esse comportamento pode ser pessoas que querem sempre estar no poder, porque se acham a responsáveis pela ordem e pela melhoria dos lugares onde estão. Sobre o lado emocional dessas pessoas, é possível perceber o quanto elas vivem na completa insatisfação consigo mesmas e espalhando isso ao seu redor, querendo sempre detectar e apontar os “erros” alheios.
Os que estão ao seu redor sofrem e muito por terem a sua individualidade anulada e serem vistos como alguém comprometido por ter erros em seu comportamento. Se eles não tiverem uma personalidade forte para aceitar o que o outro impõe, podem se deixar levar pela manipulação alheia em prol de algum benefício, mas sempre se sentirão inferiores aos modelos estabelecidos como perfeitos.
Viver em sociedade é saber que seremos comparados? Com toda certeza a resposta é sim, infelizmente podemos sofrer com as comparações ou não darmos importância a isso. Mas, aprender a ver e a aceitar o lado bom de cada indivíduo, entender que cada um de nós tem uma maneira de agir e de pensar e expandir nossa flexibilidade sem perder a nossa maneira própria de ser pode ser muito mais prazeroso do que correr atrás de uma perfeição que não existe.
Também é importante entender que haverá sempre pessoas querendo extrair de nós o nosso diferencial para nos colocarmos dentro do “padrão de qualidade ideal” e o importante é nos descobrirmos como únicos e verdadeiros, dotados de qualidades que merecem ser respeitadas por serem originais.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amizade com benefícios


Outro dia, eu ouvi esse termo e achei interessante esse tipo de definição de um relacionamento: ter uma amizade com uma pessoa e ao mesmo tempo um relacionamento aberto com a mesma. Parece que todos os problemas que podem acontecer num relacionamento sério desaparecem com essa modalidade de relacionamento, como o risco de se envolver mais do que você quer no momento, o ciúme e as cobranças. Mas será que realmente um relacionamento feito com essas bases tende a “funcionar”?
Será que não estamos entrando num tipo de relacionamento em que “se economiza” sentimentos e comprometimento ou simplesmente isso é apenas uma tentativa de economia? Afinal, quem escolhe entrar num relacionamento desse tipo e quais são os motivos que levam uma pessoa a optar por essa forma de se relacionar com alguém?
Geralmente, são pessoas que acham que suas vidas são muito corridas e que em sua rotina não tem muito tempo para procurar alguém que realmente tenha as características de um bom parceiro para nutrir uma relação. Além disso, no fundo dessas mesmas pessoas se escondem as suas verdadeiras  razões para não se envolver mais profundamente com alguém – não se sentir aberto para ter um relacionamento no momento, não se sentir merecedor de um relacionamento de melhor qualidade e a mais cruel de todas: não acreditar que a pessoa que está ao seu lado merece compartilhar uma vida em comum com ela.
Claro que há uma pessoa na relação que acaba sendo enganada, ou pelo menos, tenta se enganar acreditando que um tipo de relação desse tipo não é um relacionamento de fato. Sem mencionar que um relacionamento moderníssimo como esse também traz os mesmos problemas de relacionamento à moda antiga, ou seja, acabamos nos envolvendo também com os problemas alheios, com a sua vida pessoal e profissional, independente de acordos preestabelecidos.
Entrar num relacionamento já com um pé para fora é sinal de que você mesmo não se acha capaz de nutrir sentimentos bons, de compartilhar bons momentos com alguém especial e também demonstra baixa autoestima, pois quem se considera merecedor de um relacionamento “normal” é uma pessoa que se considera completamente apta para assumir as emoções que constroem uma relação.
O número de pessoas que embarcam em amizades com benefícios são grandes, o que demonstra a quantidade de pessoas hoje que tem medo de se relacionar de verdade, que acham que são capazes de dominar suas emoções e acreditam que assim, não vão sofrer nem fazer o seu parceiro sofrer também. Mas o que acontece é isso mesmo? 
Claro que não, como tem gente que entrou nessa situação e saiu ferido, muito mais arrasado do que se tivesse assumido um compromisso simples de namoro com o par. Isto porque, mesmo de forma inconsciente, são criadas expectativas de que o relacionamento pode evoluir, pode se transformar num relacionamento mais saudável, que dê mais certeza de que a pessoa que está ao seu lado está porque quer assumir você como a pessoa escolhida por suas qualidades e também por nutrirem um sentimento bom entre os dois.
Saber entrar em amizades com benefícios, quase todos nós sabemos, mas continuar nelas é a grande dificuldade. Ser o ombro amigo é muito fácil, mas não ter uma parceria quando você precisa do outro é muito ruim, fica um sentimento de vazio, parece que o relacionamento em si só tem um lado físico e uma grande barreira que impede a expressão dos mais normais e lindos sentimentos.
Aliás, mesmo que criem termos novos, o ato de se relacionar continua sendo ter uma relação com alguém, ou seja, independente do grau de intimidade, de comprometimento e de expressão de seus sentimentos, quem está envolvido, simplesmente está e ponto. Basta saber se é só isso o que você merece para si e quer também manter com o outro.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Que Deus você escolhe para você?


            Eu sei que esse assunto é polêmico, mas envolve todas as crenças que uma pessoa pode ter sobre si mesmo e como caminhar em sua própria jornada. Por isso, faço esse questionamento a você: Que Deus você escolhe, ou seja, em que você acredita que rege os seus pensamentos e ações sobre a sua vida?
            Um Deus amoroso que permite erros e está aberto para seus acertos ou um Deus punitivo, que te limita a crer que não é só amor que devemos ter a Deus e sim temor, porque respeito se constrói com temor? Um Deus que está presente em tudo o que você é e faz ou um Deus que você precisa se sentir preso a objetos, lugares e rituais?
            Existem inúmeras definições do que é Deus e divindades e, como pessoas que convivem em grupos diversificados, precisamos acima de tudo respeitar as diversas maneiras de crer que estão ao nosso redor. Mas sobre a sua forma de crer em Deus, você nunca refletiu sobre isso?
            Será que somos pessoas de boa índole porque escolhemos ser deste jeito ou é porque acreditamos que há alguém sempre vigiando nossos passos? Podemos tomar atitudes diferentes do que esperam de nós ou temos que seguir regras ditadas por outra pessoa? Será que temos que seguir religiões, superstições dos nossos familiares ou podemos escolher em que acreditar?
            Parece que ninguém nunca está pronto para responder a essas perguntas e até as consideram de baixa qualidade porque pensam que não podemos nunca questionar a existência de Deus. Mas e aqueles que não acreditam em Deus e mesmo assim, conseguem levar uma vida tranquila, de paz, fazendo bons atos para si e para os outros? Você nunca observou que existem pessoas assim? Pois é, elas existem e talvez o que nos diferencia delas é o que elas escolheram acreditar sobre o que é Deus, ou quem é Deus ou se há Deus.
            Como sou curiosa, outro dia, eu tentei ler um livro que tentava ter explicações sobre o fim do mundo e o que isso pode ter de bom e de ruim. Achei a leitura pesada, assustadora demais e mesmo tentando ter linguagem para que todos compreendessem, o livro em si se restringia a ser compreendido apenas por aqueles que fazem parte da mesma doutrina do autor, o que, por sua vez, já faz com que qualquer outro leitor se desanime para continuar a leitura.
            Eu prefiro acreditar num Deus misericordioso, capaz de nos dar auxílio quando precisamos e pedimos. Um Deus que está aberto a nós, assim como nós podemos estar abertos a ele. Eu acredito muito mais num Deus amigo, que nos recebe sem criticar nossos atos, do que num Deus que castiga, que pune e se restringe a escolher quem são seus verdadeiros seguidores. Faço disso a minha própria visão de Deus, independente do que os outros possam pensar ou mesmo criar preconceitos contra mim, além de também respeitar os diferentes olhares sobre esse assunto.
            Se erramos é porque temos o livre arbítrio para escolher entre o certo e o errado. Se fazemos o bem é porque de fato queremos fazer o bem, não para ganhar pontos com um Deus punitivo e sim porque escolhemos ser pessoas do bem. Quantas pessoas se vestem de capas de religiões e saem pela vida cometendo tantos atos indiscutíveis?
            Se a proposta da própria palavra “religião” é religar, porque então ainda não aceitamos todos nós como seres merecedores de compaixão, de amor e de aceitação da nossa maneira única de ser? Por que não aceitarmos todos nós como um grupo diverso? Sermos instrumentos de paz nos faz nos sentir muito melhor do que pregar o ódio, a maledicência e qualquer outro sentimento negativo, logo porque ainda não sabemos o que escolher?

terça-feira, 6 de março de 2012

Aceitar o melhor que podem ser


  
  
       Uma das situações que mais causa o sentimento de revolta é não aceitarmos as pessoas como realmente são. Com isso, tentamos persuadi-las, ensinar-lhes o que consideramos como o melhor e só aumentamos em nós, a revolta e a raiva contra nós mesmos e também pelos outros. Assim, vivemos numa luta interna e externa constante entre o nosso querer e o que é possível de acontecer de fato dentro dos outros.
            Quanta presunção podemos ter! Como podemos nos considerar mais do que realmente somos de fato, ou seja, simples mortais querendo dar uma de deuses do saber e da virtude para os outros, enquanto lutamos com nossos dragões internos de raiva e revolta!
            Quem nos ouve falar da vida alheia, pode até pensar que somos tão maravilhosos e inteligentes, capazes de resolver tudo com tanta rapidez – sobre a vida alheia, mas qualquer pessoa quando nos conhece de fato pode perceber a mensagem de que nossa vida está também numa desordem passando por mudanças boas ou ruins, a depender do ponto de vista.
            Pois é, cada um tem o seu ponto de vista sobre qualquer assunto, basta pensar e querer exprimir sua opinião sobre ele. Mas, de fato, parece que é quase necessário termos um ponto de vista sobre o que os outros fazem de suas vidas, é como se fosse uma necessidade, uma obrigação nossa como parceiro, amigo ou qualquer outra pessoa que esteja próximo de alguém a quem escolhemos dar importância às suas atitudes.
Será que não dá para aceitar qualquer pessoa do jeito que realmente é? Você já pensou que tudo o que as pessoas fazem é o melhor que são capazes de fazer em determinados momentos de suas vidas? É simplesmente isso mesmo o que acontece com os outros e o que também acontece conosco. Não podemos mudar a ordem dos fatos, nem ninguém simplesmente porque colocamos em nossa cabeça isso como meta.
Se você se sente preso a alguém por essa sensação de se sentir injustiçado, mal compreendido e não merecedor de consideração e respeito é porque você está realmente preso a esta pessoa pelo sentimento de revolta e de raiva. Tudo isso porque você não a aceita do jeito que ela verdadeiramente é e nem compreende que é o melhor que esta pessoa pode ser neste momento.
Este tumulto de emoções ruins dentro de você é justamente porque você se incumbiu do papel de “transformador de pessoas melhores” e isso é completamente inviável, agressivo contra si mesmo e também falta de respeito ao que o outro é.
Sinceramente, quem fica neste estágio de sua vida, vê tudo com estagnação, parece que nada faz sentido, porque a sua “missão” de “transformador de pessoas melhores” não vai ser cumprida! Entendeu? Não vai mesmo, por mais que você lute contra todos e tudo o que acontece ao seu redor.
Quem sabe se libertar dessa “missão” tão árdua escolhida por você mesmo pode abrir um caminho de maior harmonia dentro de você e também com os outros? Se enriquecer de experiências de aceitação da realidade, assim como ela realmente é e não do jeito que você gostaria que ela fosse é um grande passo para não ficar se desencantando e se desanimando por aí sempre que encontrar alguém que não alcança as suas expectativas.
Quem se preocupa muito em melhorar o que está fora, também está deixando de lado o mais importante – o seu próprio desenvolvimento interno, se abandona em prol de um sonho que nunca será realizado porque você quer e sim, caso a pessoa venha a querer mudar por vontade própria.
Se você realmente quer o bem alheio, deixe essa pessoa ser quem ela realmente é e aceite o melhor que ela pode ser neste momento. De repente, ao amadurecer ela mude, busque novos comportamentos e pensamentos para si mesmo, mas nunca se esqueça – isso nunca vai depender de você.
           

segunda-feira, 5 de março de 2012

Travas para o sucesso


É interessante observar como tem muito ímpeto e ao mesmo tempo travas no caminho do sucesso. Enquanto queremos alcançá-lo, também encontramos em nós algo que nos faz parar e quem sabe desistir do que queremos.
Idealistas e megalomaníacos à parte, vamos aos casos óbvios de resultados de pessoas que conseguem assumir o posto que desejam e se sentem satisfeitos com isso. Será que em algum momento de sua trajetória, elas encontraram empecilhos para conquistar seus sonhos? Claro que sim! É evidente que sim, nada é tão fácil do que encontrar desvios de rotas, ainda mais se no nosso processo de desenvolvimento profissional estamos passando por mudanças na nossa vida afetiva e tudo isso fazendo parte de uma única pessoa – você.
Mesmo quem consegue ter sucesso na medida desejada, passa por questionamentos sobre o que realmente desejam e se o que desejam é realmente possível de ser conseguido, ainda mais nos momentos em que os frutos de seu trabalho não estão maduros para serem colhidos.
É normal, é aceitável e é humano ter questionamentos sobre o que fazer, como fazer e quando fazer e isso nos mostra o quanto somos capazes de ampliar nossas perspectivas sobre nossas próprias vidas e assim, trazemos para nossas mãos o troféu que demonstra a vitória sobre o que planejamos ter.
Certamente, eu conheço pessoas que realmente não fizeram grandes esforços para serem bem abastecidos financeiramente, pois já nasceram com este suporte familiar, mas isso não quer dizer que as pessoas que começam do zero, apenas com um projeto em mente não conseguem o que querem.
Além disso, as travas de cada um devem ser respeitadas e não banalizadas simplesmente porque nos parece mais fácil de resolver do que as nossas. Perceba se você está sendo intransigente e até mesmo, se sentindo superior demais em relação aos problemas alheios, até porque o problema quando é visto bem no seu íntimo, ele não parece ser tão simples quanto parece.
E essas tais travas, o que elas podem ser de fato? Uma dificuldade em lidar com os momentos mais delicados rumo ao que você quer, pode ser um sentimento de inferioridade, de incapacidade de superar os problemas e pode ser até mesmo uma frase dita por uma pessoa a qual você respeita e que virou uma crença negativa sobre o que você pode ser e ter.
Como se livrar disso? Vá fundo em seu dilema e não se desespere frente ao que vai surgir de informações sobre quais são os seus empecilhos. Não se revoltar contra eles também é importante e o melhor é trabalhar em busca dos motivos pelos quais você se vinculou a esses obstáculos e se desvencilhe deles aos poucos, conhecendo a si mesmo e suas qualidades que podem te auxiliar na superação dessas barreiras.
Evite fazer comparações com os demais ao seu entorno e nunca se sinta diminuído por não ter que seguir os mesmos trajetos que outras pessoas conseguiram, aparentemente, concluir com tanta facilidade. Não tem como copiar os outros para ter os mesmos resultados, é preciso saber de fato o que queremos e com toda certeza, a partir daí, já teremos um objetivo e maneiras de encontrá-lo completamente diversos de qualquer outra pessoa.
Respeitar também o seu tempo, o seu modo de alcançar as respostas que busca também é um bom conselho, pois conseguir mudanças radicais em pouco tempo podem significar retornar ao ponto zero também em muito pouco tempo. Um trabalho bem projetado, bem organizado e calculado, com toda certeza trará bons resultados e, certamente, precisamos contar com o fator pessoal, suas emoções e sentimentos sobre o sucesso.

Preconceito contra o que você lê

     

            Uma das situações que mais causa o sentimento de revolta é justamente não aceitarmos as pessoas como realmente são. Com isso, tentamos persuadi-las, ensinar-lhes o que consideramos como o melhor e só aumentamos em nós, a revolta e a raiva contra nós mesmos e também pelos outros. Assim, vivemos numa luta interna e externa constante entre o nosso querer e o que é possível de acontecer de fato dentro dos outros.
            Quanta presunção podemos ter! Como podemos nos considerar mais do que realmente somos de fato, ou seja, simples mortais querendo dar uma de deuses do saber e da virtude para os outros, enquanto lutamos com nossos dragões internos de raiva e revolta!
            Quem nos ouve falar da vida alheia, pode até pensar que somos tão maravilhosos e inteligentes, capazes de resolver tudo com tanta rapidez – sobre a vida alheia, mas qualquer pessoa quando nos conhece de fato pode perceber a mensagem de que nossa vida está também numa desordem e passando por mudanças boas ou ruins, a depender do ponto de vista.
            Pois é, cada um tem o seu ponto de vista sobre qualquer assunto, basta pensar e querer exprimir sua opinião sobre ele. Mas, de fato, parece que é quase necessário termos um ponto de vista sobre o que os outros fazem de suas vidas, é como se fosse uma necessidade, uma obrigação nossa como parceiro, amigo ou qualquer outra pessoa que esteja próximo de alguém a quem escolhemos analisar suas atitudes.
Será que não dá para aceitar qualquer pessoa do jeito que realmente é? Você já pensou que tudo o que as pessoas fazem é o melhor que são capazes de fazer em determinados momentos de suas vidas? É simplesmente isso mesmo o que acontece com os outros e o que também acontece conosco. Não podemos mudar a ordem dos fatos, nem ninguém simplesmente porque colocamos em nossa cabeça isso como meta.
Se você se sente preso a alguém por essa sensação de se sentir injustiçado, mal compreendido e não merecedor de consideração e respeito é porque você está realmente ligado a esta pessoa pelo sentimento de revolta e de raiva. Tudo isso porque você não a aceita do jeito que ela verdadeiramente é e nem compreende o que é o melhor que esta pessoa pode ser neste momento.
Este tumulto de emoções ruins dentro de você é justamente porque você se incumbiu do papel de “transformador de pessoas melhores” e isso é completamente inviável, agressivo contra si mesmo e também falta de respeito ao que o outro é.
Sinceramente, quem fica neste estágio de sua vida, vê tudo com estagnação, parece que nada faz sentido, porque a sua “missão” de “transformador de pessoas melhores” não vai ser cumprida! Entendeu? Não vai mesmo, por mais que você lute contra todos e tudo o que acontece ao seu redor.
Quem sabe se libertar dessa “missão” tão árdua escolhida por você mesmo pode abrir um caminho de maior harmonia dentro de você e também com os outros? Se enriquecer de experiências de aceitação da realidade, assim como ela realmente é e não do jeito que você gostaria que ela fosse é um grande passo para não ficar se desencantando e se desanimando por aí sempre que encontrar alguém que não alcança as suas expectativas.
Quem se preocupa muito em melhorar o que está fora, também está deixando de lado o mais importante – o seu próprio desenvolvimento pessoal, se abandonando em prol de um sonho que nunca será realizado porque você quer e sim, caso a pessoa venha a querer mudar por vontade própria.
Se você realmente quer o bem alheio, deixe essa pessoa ser quem ela realmente é e aceite o melhor que ela pode ser neste momento. De repente, ao amadurecer ela mude, busque novos comportamentos e pensamentos para si, mas nunca se esqueça – isso nunca vai depender de você.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Simplesmente descanse!

     
Cansado de correr atrás do que você tanto quer e não conseguiu até agora chegar nem um passo mais perto do que deseja tanto? Você está se sentindo perdido no meio de um labirinto em busca do que quer sem saber exatamente o que realmente quer para si? Você tem se sentido apreensivo, tenso e desanimado com as expectativas que criou sobre seus projetos? Então, de repente é o momento de você simplesmente descansar, nem que seja um pouco.
      Parece que quanto mais corremos atrás de algo, mais essa coisa se afasta de nós e começamos a nos questionar se realmente estamos fazendo por merecer o que colocamos como meta em nossas vidas, se realmente isso é para acontecer para nós. Mas nos esquecemos de que tudo o que buscamos não vai cair do céu em nosso colo sem que façamos algo em prol para que isso venha a nós.
       Além disso, precisamos também respeitar nossos limites e o momento certo para que nossos objetivos se concretizem. Criar mais e mais expectativas e com isso, mais ansiedade sobre o que queremos realmente só vai nos dar a sensação de que o que queremos está se afastando de nossas mãos.
       Se estamos fazendo tudo certo para que algo nos aconteça, por que ficar tão estressado pelo que queremos ainda não ter se materializado na nossa frente? Será que não estamos sendo pessimistas demais para acreditar que somos capazes de conseguir o que faz parte de nossos desejos?
       Traçado o plano, colocado em ação, agora, comece a aguardar com mais serenidade que sua semente se transforme em uma muda, que aos poucos pode se transformar em uma árvore frutífera. Mas a questão do tempo é importante – não é só contar com a sorte e começar a acreditar que você vai ter um grande sucesso no seu empreendimento em questão de horas, pois isso é quase impossível de acontecer – porque você não plantou feijões mágicos!
       Que tal descansar um pouco sua mente? Sim, descansar a mente é fundamental para retomarmos o ânimo necessário para repensar sobre o que podemos fazer de inovador para conseguir alcançar os resultados sonhados? Por que não dar um tempo também nos pensamentos sobre o assunto em que você tem pensado sem cessar, sem se dar uma pausa para respirar?
        Você já reparou que de tanto pensar numa solução para nossos problemas, parece que passamos por um congestionamento mental? É uma sensação de que não há outra perspectiva, só aquela em que nos fixamos e, com toda certeza, para acharmos a solução é preciso usar a tática da flexibilidade – se permitir ter novos pontos de vistas e com isso, alcançar novas maneiras de encontrar respostas para o que queremos.
         Dar esse descanso para nossa mente faz com que novas visões sobre o assunto surjam. Assim, nos abrimos também para novas oportunidades de crescer com o que aconteceu conosco no passado e não nos deu os resultados esperados. Além disso, abrimos um espaço para que nossa mente se permita ter novas ideias sobre o que podemos fazer para melhorar nossa situação no presente.
         E como descansar? É simples, se desligue um pouco de seu mundo habitual, de suas obrigações e anseios quotidianos. Deixe que seu corpo entre em sintonia com a sua mente neste descanso e jogue fora qualquer sentimento de culpa que possa vir a sentir, só porque você está se sentindo na necessidade de descansar do que você tem sido nestes últimos anos e relaxe!
         Tente encontrar algum lugar perto da natureza ou de qualquer outra paisagem que te faça se sentir bem e que já te deu uma sensação de renovação das energias anteriormente.
         Respirar um pouquinho a cada trabalho árduo que fazemos é muito importante para que nós possamos nos permitir ter outras visões sobre os fatos e também outras atitudes e seria maravilhoso se cada um de nós entendesse que trazer essa atividade para nosso quotidiano só pode somar inspirações para que grandes oportunidades aconteçam.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Violência Gratuita

       Quantas vezes nos deparamos com respostas, atitudes, olhares e menosprezo de pessoas que nem mesmo tivemos o prazer de conhecer? Quantas vezes uma pessoa pela qual você tem afeto também te tratou mal? Algumas vezes, esses tipos de violência nos pegam de surpresa, nos magoam e até podem nos fazer sair do nosso ponto de equilíbrio, dependendo de como reagimos ao receber essa agressividade sem fundamento.
 
 
            Quando somos alvo dessa arrogância desmedida? Dessa ignorância e de qualquer outro tipo de violência? Não há como realmente prever, se ela vier de pessoas que passam por desequilíbrio emocional que não escolhem quem vai receber sua descarga de raiva, de medo e outros sentimentos.
             As pessoas com as quais lidados no cotidiano são mais fáceis de identificar e não ter uma surpresa, caso reajam de forma agressiva conosco, pois podemos identificar em seus comportamentos algo que demonstre que estão em desalinho com elas mesmas e, um simples gesto nosso que não esteja de acordo com o esperado por elas pode desencadear um comportamento agressivo.
             Geralmente, quem guarda para si seus rancores e mágoas por muito tempo, extravasam esses sentimentos em pessoas com as quais tem maior intimidade e afeto, por, de modo inconscientemente, se sentirem mais confortáveis em demonstrar suas dores. Mas, vale ressaltar que demonstrar seus sentimentos não quer dizer que não seja possível agir de forma madura e respeitosa, sem ultrapassar os limites do respeito com as pessoas que queremos bem.
              Você sabia que muitas pessoas em depressão têm atitudes agressivas? Sim, a agressão pode ser uma das fases de um deprimido que segue o tratamento adequado para sua doença. Você tem noção de quantas pessoas sofrem de depressão atualmente? De fato, há estimativas, mas nenhum número concreto, pois muitos doentes não recorrem à médicos especializados nem a terapias. Com isso, podemos considerar que convivemos com muitas pessoas ao nosso redor que podem ter atitudes agressivas conosco.
                O importante numa situação de violência gratuita é sabermos que o melhor é não ter uma atitude que aumente o conflito já criado pelo outro. Não podemos entrar na onda de desequilíbrio que o outro tenta transferir para nós e sim ter a consciência de que precisamos manter o nosso controle emocional para que a situação não se agrave.
                Sei que não é uma ação muito fácil de ser feita, pois convivemos com nossos problemas, com nossos pensamentos sobre o que devemos fazer durante toda a semana, mas ao descobrirmos como encontrar em nós o nosso ponto de equilíbrio, retirando pensamentos e comportamentos derrotistas do nosso dia a dia, podemos desta maneira estar muito mais protegidos dos ataques externos de violência e lidar muito melhor do que imaginamos com essas situações de extrema delicadeza.
                Você já pensou que em muitos casos de violência gratuita a vítima pode não ter nenhuma relação com a pessoa que agiu dessa maneira? Que em muitos casos, o que acontece é você estar do lado da pessoa errada no momento errado? Então, por que não buscar a compreensão interior e alheia e não se deixar levar pela emoção ruim do momento? Busque entender que assim como o outro passa por um desequilíbrio, poderia ser você também e busque não se deixar levar por essa situação conflituosa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quem você escolhe como líder?

    
Uma pessoa que dita regras para você sem que elas sejam baseadas em nada coerente? Alguém que não aceita questionamentos nem inovações? Uma pessoa que menospreza os seus subordinados?
     Ter uma pessoa como um líder pode ser uma ação consciente ou inconsciente e independe da relação seja ela profissional, religiosa ou até mesmo de amizade. Mesmo assim, é importante para nós sabermos a quem nós damos o poder da liderança, pois são estas pessoas as quais nós permitimos ter certa autoridade que podem interferir em nossas escolhas e opinar sobre nossas atitudes.
     Assim, nós podemos sofrer interferências de pessoas as quais nem mesmo têm as habilidades necessárias para nos auxiliar quando tivermos dúvida sobre como agir e elas podem atuar de forma negativa em nossas vidas, nos colocando para baixo e com isso, reduzir nossa autoestima.
     Há pessoas que nem mesmo se questionam sobre como seu líder foi colocado neste posto, nem mesmo se perguntam se quem assume o papel de liderança é realmente alguém capaz de dar conselhos, sugestões e orientar com seriedade e conhecimento do assunto. Aliás, para ser um bom líder, a pessoa precisa ter colocado em prática na sua vida o que ela oferece como teoria para os que lhe escutam.
     Podemos seguir os passos de alguém sem nem mesmo nos perguntar se há a necessidade de alguém nos orientando sobre nossas escolhas? Onde fica o nosso poder de decisão e de ouvir nossa própria sabedoria? Claro que há momentos em que nos encontramos com pouca convicção e a ajuda de alguém que tenha maior clareza da situação pode nos ajudar e muito, mas nunca podemos abandonar nossa voz interior, pois esses dois componentes devem estar de acordo com o que realmente acreditamos ser o melhor a fazer.
     Estar à mercê de um líder não necessariamente requer de nós uma subserviência sem que pensemos antes de agir. Um líder não pode ser uma pessoa autoritária, que se considera aquele quem tem o direito de escolher as atitudes dos outros e, principalmente se sentir intimidado caso façamos algo sem consultá-lo.
     Um bom líder é aquele que aprende a partilhar a liderança e ensina aos seus aprendizes a terem autonomia em suas escolhas, ou seja, um bom líder é aquele que sabe se colocar de maneira devida, sem impor suas orientações e acima de tudo sabe que aqueles que recorrem a ele têm o poder de liderança sobre si mesmos, apenas estão pedindo um auxílio.
     Um líder nato não é uma pessoa que assume seu posto pela força e sim pelo seu carisma, pela confiança que exibe e seu poder de enxergar além dos fatos negativos do presente. Quem os segue faz isso por vontade própria e não se sente em obrigação de fazer exatamente aquilo que o líder fala ou faz.
     Podemos aprender a viver nossas vidas com o auxílio de pessoas que têm em sua essência a sabedoria exposta através de aprendizados concretos em sua vida, mas nenhum bom líder pode ser considerado como tal se sua própria vida é um caos.
     Além disso, ninguém pode ser sentir incapaz o suficiente para se deixar levar por ideias de outrem, sem que estas ideias tenham nexo com a sua própria realidade.
     Então, preparado para se questionar e questionar quem você escolheu ter como líder? Está pronto para entender as razões pelas quais você se sente bem ou mal quando ouve a opinião de determinadas pessoas? De repente você está dando a elas um poder de liderança, de influenciar sua vida que nem mesmo você tem consciência disso.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Por que nossas vidas são tão interessantes para outras pessoas?

      


Independentes da existência das redes sociais, sempre existiram pessoas para se interessar pela vida alheia, para observar os outros e querem saber o que se passa tanto de ruim como de bom com os outros. Você nunca percebeu isso? Você nunca pensou em qual seria o motivador do interesse por pessoas, que às vezes, os curiosos nunca as viram pessoalmente?

Antes de tudo, precisamos entender o porquê dessas pessoas terem tanto interesse pelo que se passa fora de suas vidas. Não seria um escape para não terem que enxergar o que não está bom em suas vidas? Não seria um desgaste muito grande ocasionado por suas escolhas que nem sempre as levaram a se sentirem plenos e melhores consigo mesmas?

Claro que é uma atitude normal termos ídolos – pessoas com as quais nos identificamos e até encontramos nelas algumas características nossas, mas não seria demais não se interessar por suas próprias vidas em prol de espiar a vida dos outros?

Há pessoas que até adoram se sentirem expostas e acham até que quanto mais expostas, melhor para si mesmo, enquanto outras preferem a discrição como um modo de terem paz e seguirem com suas vidas, sem se preocupar com os olhares atentos de terceiros.

Mas, enfim, o que tem de tão interessante em observar a vida alheia? Ter assunto para conversar? Estar atualizado sobre o mundo das fofocas e intrigas? Por que temos momentos em que somos mais curiosos sobre o outro do que em algumas circunstâncias de nossas vidas?

Por que não estamos tão atrelados aos nossos compromissos, aos nossos próprios desafios diários que há sempre uma sobra de tempo para descobrirmos algo sobre uma pessoa que a consideramos interessante?

O ser humano, desde sua origem, sempre buscou comparações entre os mesmos de sua espécie, entre os sexos diferentes e assim, construiu para si parâmetros sobre o que é belo e o que é feio, do que é certo e o que é errado. Isto nós continuamos a fazer na atualidade, analisando a maneira como os outros se colocam, se mostram e pensam sobre os mesmos fatos que vivenciam.

Também não podemos nos esquecer do comportamento de fuga que podemos gerar, julgando as escolhas dos outros para não encararmos de fato o que escolhemos ou deixamos de escolher para nós mesmos. Isto ocorre porque no nosso íntimo, ainda acreditamos que temos a capacidade de olhar mais facilmente para os erros dos outros e repará-los do que enxergar o que não nos agrada em nossas vidas.

Enquanto acharmos que a solução de nossos problemas é respeitar a receita vivida por outros que deram certo na vida deles, vamos manter esse olhar, esse pensamento na vida alheia, mas nunca vamos descobrir o nosso próprio caminho, o que realmente pode nos dar satisfação e plenitude.

Não podemos projetar na vida dos outros o que não conseguimos ou nem mesmo tentamos ter ou ser para nos realizar. É preciso cada um de nós entender que precisamos ter uma análise profunda sobre nós, sobre o que cria em nós nossas vontades para que, a partir deste ponto, seja traçado o que de fato queremos alcançar.

Se você neste momento está dando mais importância à vida dos outros que à sua, busque uma reflexão sobre o que causa esse comportamento em você, de repente do que você quer fugir e não quer enxergar em sua própria vida. Busque aceitar melhor o que passou, descubra o que tem de maravilhoso em ser você mesmo e em tomar as rédeas de sua própria vida.