Ser mestre de si é se permitir receber auxílio

O que será que é mais difícil: Estendermos a mão para pedirmos ajuda ou estendermos a mão para ajudar alguém? São perguntas muito relativas e depende muito do tipo de comportamento que tendemos a repetir sem ter muita consciência sobre isso.


Pois é, ao mesmo tempo que há pessoas fechadas na hora de ajudar a quem precisa, há pessoas que não conseguem pedir auxílio para resolver uma situação difícil. Isso pode parecer muito estranho para quem pede assistência quando se sente frente a uma situação delicada que requer cuidado ao ser resolvida, mas com esse tipo de pessoa relutante, parece que o nó vai ser desatado de suas gargantas, que ela vai conseguir pedir ajuda e nada acontece e elas continuam suas vidas batendo na mesma tecla na esperança de que a resposta caia do céu.


Eu já atendi muitos casos de pessoas que relutaram durante um tempo para mexerem nas suas feridas com medo da dor que isso supostamente poderia causar e ao se permitirem ser atendidas por mim, descobriram que nada daquilo tão assustador que estava nas suas cabeças de fato aconteceu e assim, descobriram o conforto de ter um apoio nos seus momentos de fragilidade.


Fragilidade? Como assim, será que eu sou frágil?
Desequilíbrio, fragilidade e desarmonia são palavras que assustam muito as pessoas, mas basta entender a diferença entre os verbos “ser” e “estar” para entendermos que essas podem ser situações momentâneas de sua vida durante um período delicado ou mesmo podem persistir por uma fase ainda mais longa se você não conseguir se libertar do que te aflige.
O interessante sobre a fragilidade é as pessoas acharem que ao estender a mão pedindo ajuda, elas supostamente se colocam numa posição de inferior – eu não consegui resolver meus problemas sozinho... mas será mesmo que é inferior quem tem a habilidade de recorrer ao outro para pedir ajuda? Não será uma demonstração de força interior capaz de destruir a fronteira do ego?


Como trabalhamos ?
O que eu desenvolvo com a pessoa é a sua percepção de que o problema nem sempre está fora do seu controle e o que se mostra como impossível de ser resolvido pode mudar de forma a partir do momento em que nós começamos a trilhar um plano de estratégias capazes de desfazer o emaranhado de emoções e pensamentos em torno do assunto ao ser trabalhado nas sessões.


Além disso, o que eu gosto de ver é quando a pessoa começa a sentir bemestar por conseguir ver os resultados ao seu redor sobre suas mudanças de pensamento e comportamento em torno do assunto.


Bom e aqui eu deixo algumas perguntas sobre o tema do artigo: Por que será que ainda há pessoas com tanto medo de mudar? Será que ainda há um pensamento nelas de que a mudança nunca será para melhor? Será que suas resistências não estão associadas à crença no ditado “ruim com ele, pior sem ele”? Será mesmo que a vida é um ciclo fechado de repetições sem razão para acontecerem? Será que não podemos de fato aprender com alguém a ter maior clareza sobre nossa vida e assim, caminhar num caminho melhor, mais compreendido e assim, muito melhor organizado e construído? Será que investir na busca de soluções quotidianas não vale a pena para nos fortificarmos frente a novos desafios?

Comentários

  1. ola bruna, muito bom,vc sempre me engrandece com seus comentarios. pretendo ter consulta com vc. vc e muito profunda. demais. abraçao

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  2. Oi Rogério

    Muito obrigada pelas suas palavras! Espero que você continue acompanhando meus artigos e se consulte comigo quando quiser.

    Grande abraço!

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