Recorrer ao psiquiatra? Por que não?

Com toda certeza muitas pessoas não gostam de tocar neste assunto, achando que assim cubram bem as suas feridas emocionais, mas a verdade é que não há melhor profissional que possa te auxiliar a curar problemas sérios de sua cabeça e atividades paliativas não podem te dar o suporte necessário para você resolver essa situação.

Há certos tipos de transtornos como enxaqueca, tonteira, mudança de humor, depressão, crises de ansiedade e de pânico que por mais que a pessoa recorra a terapias alternativas, o acompanhamento psiquiátrico é inevitável e de extremo valor.

Além disso, o nosso preconceito contra nossos reais problemas são as nossas grandes armadilhas contra nós mesmos quando estamos numa dessas situações em que precisamos de ajuda médica qualificada para se sentir melhor.

Mas, apesar do preconceito, achamos que podemos contornar a situação, tomando por conta própria paliativos ou fazendo alguma atividade que desvie a nossa atenção para o real problema interno, como por exemplo, se entregando ao alcoolismo entre outros meios de se entorpecer para aliviar a pressão interna.

E aí, será que dá para deixar o preconceito interno e externo de fora disso na hora de buscar  melhorar a sua situação? Será mesmo que os remédios psiquiátricos são grandes vilões que só podem mesmo nos fazer mal ao invés de nos ajudar a equilibrar nossa vida emocional?

Quando eu atendo pessoas que realmente estão passando por problemas emocionais graves, a primeira coisa que eu recomendo é agendar uma consulta com um psiquiatra que poderá intervir no seu quadro através de medicamentos e também aconselho o acompanhamento terapêutico. É importante alertar que não se pode achar que a gravidade dos problemas pode ser reduzida apenas com terapia.

Ter lucidez sobre si mesmo, sobre o seu real quadro e de como é importante cuidar de sua fragilidade no momento é um grande passo para o seu crescimento e amadurecimento, pois assim, os problemas tendem a ser solucionados e sua mente fica aberta para ter maior clareza sobre sua realidade e novos projetos que você idealizar.

Assumir que você está passando por um momento difícil não é sinal de fragilidade e sim de força interior capaz de saber lidar muito bem com o seu lado humano, que ora pode estar mais forte e ora pode fica mais sensível às situações da vida.

Não tema se conhecer, se observar, se sentir precisando de ajuda. Quando você se sentir com uma angústia muito grande, uma irritabilidade exagerada por motivos banais ou qualquer outro sintoma de que seu sistema emocional está precisando de uma ajuda, é importante dar o seu passo rumo a um bom profissional que poderá analisar seu histórico de vida e a sua real situação do momento e assim, te medicar e cuidar de você da melhor maneira possível.

Comentários

  1. Bruna,acredite se quiser, mas ainda hoje existe gente que acha que psiquiatra é médico de malucos.E assim, vemos tanta gente deprimida, doente, precisando de ajuda se entregando ao álcool, drogas, e tudo mais.

    É preciso uma mudança de mentalidade nessas pessoas para que elas vejam os psicólogos e psiquiatras como médicos, tão médicos quanto um oftalmologista, um dentista, um ginecologista.

    Beijos !

    ResponderExcluir
  2. Hum...eu é que sei! Pessoas que se diziam minhas "melhores amigas" se afastaram como se eu fosse portadora de uma doença contagiosa e nunca mais sequer atenderam meus telefonemas e falaram que não queriam nem saber mesmo, porque tinham medo! Faço tratamento psiquiátrico há mais de 1 ano, psicológico há 2 meses, tomo remédios e ai de mim se não os tomasse, pois sofro de agorafobia, já tive crises na rua, no trabalho, é muito punk PRA CONTROLAR NÃO ADIANTA EXERCICIOZINHO DE RESPIRAÇÃO NÃO SÓ REMÉDIOOOO!!! Gente, isso é muito sério, as pessoas querem se manter na ignorância, preferem recorrer a outros tipos de escape e botar os problemas pra debaixo do tapete, não façam isso! Sou uma pessoa fisicamente saudável, lúcida, faço controle hematológico regularmente, dentre outros exames, está tudo bem comigo. Estaria ruim se eu não estivesse me cuidando e procurando entender as causas dessas crises. Esse blog, especialmente essa postagem e o trabalho de conscientização da Bruninha são de grande utilidade pública! Já fiz consultas com ela, é muito bom, mas tem coisas, como ela mesma disse que pertencem a outras alçadas. Estou finalmente descobrindo os porquês e dando uma grande virada positiva na minha vida. NÃO TENHAM MEDO DE PEDIR AJUDA E VIREM AS COSTAS PARA O PRECONCEITO! É nessas que vemos quem são nossos verdadeiros amigos, quem tem verdadeiro valor, e também descobrimos nossas fragilidades para nos tornarmos seres humanos cada vez melhores! Abraços fraternais a todos!

    ResponderExcluir
  3. É verdade, existem pessoas que temem se cuidar. O preconceito contra o que se passa dentro de nós é realmente o nosso pior inimigo.

    Precisamos entender que médicos são pessoas que concluíram os seus estudos de medicina, que é uma ciência. Além disso, há muitos bons profissionais que podem oferecer o suporte necessário para lidarmos com nosso lado emocional.

    O mal do século atual não é justamente saber lidar com o nosso lado emocional e psicológico frente às questões pessoais e profissionais? Então, por que não recorrermos a bons profissionais para bem vivermos?

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  4. Marta, há ainda o preconceito externo, como se já não bastasse a pessoa ter em si a dor de carregar uma doença psicológia e/ou emocional, sem falar do preconceito no ambiente profissional...

    Mas será que realmente quem olha para si e tem a lucidez de entender que é preciso se consultar com um psiquiatra merece mesmo passar por preconceito? Será que não há muitas pessoas ainda com grandes conflitos internos e que jogam isso para fora num preconceito contra quem se trata com um psiquiatra, numa espécie de recalque?

    Só os fortes assumem suas fragilidades, não é verdade?

    ResponderExcluir
  5. Junto com as devidas especialidades, façam os trabalhos paralelos de autoconhecimento e orientação. Eu indico a Bruna! :)

    ResponderExcluir
  6. Bruna, seu artigo é muito importante, conheço uma pessoa bem próxima a mim que precisa urgente procurar um psiquiatra e analista e teme por puro preconceito. O caso já está sério, como envolvimento forte com álcool e drogas, convivio com más companhias e muito agressivo com as pessoas próximas a ele. Ele precisa ser forte pra assumir sua realidade, apesar que ele já percebeu isso, só não sei se o caso dele é reverssível.

    Grande Abraço

    Cintia

    ResponderExcluir
  7. Cintia me chamo Roberto,me trato com um psiquiatra a quase dois anos por ter usado drogas por muto tempo.Hj ñ uso mais e estou me recuperando bem graças a DEUS,mas tenho passado por momentos ruins amorosos.não tenho votade de usar drogas novamente,mas me sinto muito enfraquecido e como se eu tivesse perdido mais uma luta.Jamais irei desistir,mas sinceramente as vezes penso se realmente vou conseguir.Vc sabe de algum exercicio mental q poso fazer pra superar ese momentos? Um abraço.

    ResponderExcluir
  8. Bruna! O Tema: "Recorrer ao psiquiátra, porque não?" Mas do que contemporâneo, será um tema do futuro imediato, e que, será um dos alívios da sociedade, envolvidas em fortes pressões. Quando você falo do tema, está contribuindo em difindir um assunto, ainda visto, conforme seu relato com muito preconceito e desconfiança. Entetanto é tudo uma questão de cultura que o tempo e a boa ainstrução irá se encaregar de convencer os necessitados em aceitar. Mais uma matéria bacana descrita por vcoê que é uma craque. Te admiro. Você é muito capaz. Beijos.

    ResponderExcluir
  9. Oi, Bruna! Obrigada pelos textos, pelos toques e pela preocupação com a saúde mental das pessoas!
    Sou analista e muito preocupada com uma questão que tenho me deparado ao longo do tempo que é a crescente relação que as pessoas estão fazendo com o remédio para se curar da dor psíquica!!! É muito importante saber o porquê e quando se medicar (psiquiatra) e a importância do autoconhecimento! Obrigada, Vera Gomes

    ResponderExcluir
  10. É de especial valor pessoas que tenham a lucidez de perdeber que não há qualquer contradição entre as ciências humanas e a medicina, e que juntas, aliadas tornam-se capazes de auxiliar o ser humano nos problemas que tenha nas suas diversas instâncias, um bj enorme pela sua enorme lucidez da sua cliente,Renata.

    ResponderExcluir
  11. Olá Bruna,venho acompanhando o seu site a algum tempo e gosto muito dos assuntos que você coloca em discurso.Sou um profissional da área de saúde(fisioterapeuta e prof de ed física)e venho observande que a grande maioria dos meus pacientes com problemas físicos,apresentam distúrbios emocionais sérios.Eu mesmo tenho os meus e acredito que também precise de orientaçâo para ficar bem e ter melhores condições de ajudar os meus pacientes.Quando eu tiver uma oportunidade irei consultá-la para me esclarecer melhor.Abs Mário

    ResponderExcluir
  12. Oi,Bruna,

    Ainda há o preconceito quanto ao médico psiquiatra.O psiquiatra atende a todos nós e ainda pode receitar medicamentos para amenizar uma crise depressiva,uma crise convulsiva,um processo esquizofrenico,e outros tratamentos mais.
    Ele é também um terapeuta e não há porque temer uma visita a esse profissional.Eu trabalho com um,me consulto,tiro dúvidas,enfim,me sinto muito bem.Até como psicoterapeuta ele me ajuda a desvendar os mistérios da mente.Vamos acabar com o preconceito contra esse profissional.

    ResponderExcluir
  13. Querida amiga Bruna, como é bom ler um artigo assim como esse, só tenho que te agradecer pela ajuda que tem me dado,ja tive problemas parecidos e atualmente faço tratamento, quando procuramos ajuda , a gente percebe que o problema não é tão grande como a gente pensa que é. Só um profissional pode mostrar a realidade e concientizarmos para que a vida é bela , que temos que vivê-la e não deixar tudo acontecer como se nada houvesse sentido!!!!! Hoje me sinto melhor!!!!!! Graças a Deus!!! Obrigada!!!bjs

    ResponderExcluir
  14. Meu filho sofreu um acidente e após ficou com um transtorno pois traumatico quase como uma crise de panico ia parar no hospital pensando que estava morrendo do coração.O acidente foi uma esplosão no trabalho dele e o primeiro panico foi quando êle foi ver o filme os mercenarios filme com muitas esplosões .
    Elê esta sendo tratado por im terapeuta e pelo PSIQUIATRA fiquei preocupada pois o medico passou um anti depressivo e um ansiolitico
    Não queria que êle tomasse o remedio medo da dependencia. Apos ler esse artigo estou mais tranquila , Obrigada

    ResponderExcluir
  15. ...estou rompendo a barreira do MEU PRÓPRIO preconceito, preciso de ajuda...Obrigada Bruna, tuas palavras sempre são diretas para mim...

    ResponderExcluir
  16. Oi leitora que escreveu no dia 7 de janeiro. Entendo a sua preocupação e torço muito para que seu filho fique bem em breve! Pelo que você relatou, ele realmente precisa passar por um período de orientação médica e terapias que o auxiliem a sair da crise. Grande abraço!

    ResponderExcluir
  17. Olá leitor que escreveu no dia 17 de junho de 2011. Fico muito feliz que estou te ajudando a romper a barreira do seu próprio preconceito. Realmente esse é um limite muito grande que podemos nos impor, mas você é capaz de sair dessa! Estou na torcida!

    ResponderExcluir
  18. Bruna, já falei algumas vezes com vc pelo Msn, estou muito preocupada com o meu filho, pois quando ele era menor mais ou menos cinco anos ele foi confundido como uma criança iperativa, até chegou a usar um medicamento chamado Neulepitil. Que o deixava completamente drogado, mais ficava mais calmo. Quando comecei a procurar outros profissionais cada um dizia uma coisa. Hoje ele já está com 17 anos e tento fazer tudo que ele quer dentro do meu possível, mais as vezes não basta para ele. Fica nervoso com muita facilidade e dorme muito, me parece um pouco de depressão. Fui marcar um psicologo e a secretária me falou que eu teria que ter a indicação de um médico, esse médico seria um psiquiatra????
    Gostaria muito da sua orientação.
    bjs.
    Obrigada

    Márcia H. de Andrade

    ResponderExcluir
  19. Nossa! Esse artigo tem vários comentários e eu não os respondi. Peço desculpas a todos pela minha ausência a este tópico.

    Cintia, por que você não conversa com essa pessoa para que ela se sinta mais confortável em procurar ajuda médica para resolver seus problemas? E não deve ser qualquer tipo de especialidade não, mexer com o emocional e transtornos psíquicos dos pacientes deve ser feito por psiquiatras, não por endocrinologistas, gastros entre outros médicos que se acham capazes, mas nunca estudaram a fundo sobre a psiquê.

    ResponderExcluir
  20. Sobre a postagem de Roberto, que pediu ajuda a Cintia sobre exercícios para se fortalecer para combater a dependência química e a depressão, busque grupos de apoio, leia livros interessantes sobre o tema, mas continue forte ao seu lado!

    Sobre leitura, eu recomendo todos os livros de Louise L. Hay. Vale a pena dar uma pesquisada e ler um deles, inclusive o "Você pode curar a sua vida."

    ResponderExcluir
  21. Oi JCabral! Que bom que você gostou do meu artigo! É verdade, esse assunto ainda está muito embrulhado em preconceitos e desmistificar a ajuda profissional na hora certa é mais do que importante para qualquer pessoa que passe por uma fragilidade emocional e não está conseguindo sair dela sem usar medicação. Qualquer um pode passar por essa situação e repito: a agressividade que estamos vivenciando em nossa sociedade está muito mais associada a transtornos emocionais não tratados do que a qualquer outro fator.

    ResponderExcluir
  22. Oi Vera Gomes! Concordo plenamente com você. As medicações não devem ser usadas como paliativos, elas podem ser usadas como suporte e assim, a pessoa pode somar forças para descobrir os fatores que desencadearam a doença e deste modo, busca soluções possíveis.

    ResponderExcluir
  23. Oi Renata querida! Que bom que você gostou do artigo! Fiquei feliz em ler seu comentário! Grande abraço!

    ResponderExcluir
  24. Oi Mário! Gostei muito de seu comentário sobre o artigo. Concordo plenamente contigo sobre o corpo demonstrar os desequilíbrios da mente, mas não tenha medo de um dia se consultar com um psiquiatra, caso sinta vontade, pois com toda certeza você tem bastante lucidez sobre si mesmo.

    ResponderExcluir
  25. Oi Alda! Que bom que você acompanha meu blog! Fico feliz também por saber que você usa de seus embasamentos teóricos para atender seus clientes, além de também buscar o suporte em um psiquiatra que lhe oferece informações adicionais sobre como melhor tratar os outros, além de também oferecer um suporte ao seu lado emocional. É muito bom termos essa consciência, não é verdade?

    ResponderExcluir
  26. Oi Maria José! Que bom que você está se sentindo melhor! Fico muito feliz em saber disso! Pois é, às vezes nosso medo de descobrir o que temos é muito maior do que o real problema que temos e enfrentá-lo de cabeça erguida é bom demais, pois traz a solução mais rápido ainda! Sucesso e saúde!

    ResponderExcluir
  27. Oi Márcia de Andrade, a sua pergunta é muito pertinente e infelizmente os planos de saúde cobram sim um encaminhamento de um médico para sermos atendidos por psicólogos. Dependendo do seu plano, é necessária uma consulta com um psiquiatra, mas não será nada demais, não tema. Aliás, seria muito bom se você buscasse maiores esclarecimentos sobre o que se passa com seu filho, pois me parece que você tem razão sobre ele apresentar sintomas de depressão, mas não há nada mais acertivo do que uma avaliação feita por um psiquiatra sobre o quadro dele. Boa sorte e tudo vai dar certo!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Intransigência, um grande mal para os relacionamentos

Quando a cabeça não pensa, o corpo padece mesmo!

Como anda a educação dos jovens? Totem e Tabu na família brasileira