sábado, 2 de julho de 2011

A raiva dói.


Você já sentiu raiva por não ter conseguido alguma coisa, não é verdade? Também já sentiu raiva por alguém ter conquistado algo no seu lugar. Claro que sim, somos humanos e esse sentimento faz parte dos nossos relacionamentos, tanto pessoais quanto profissionais... A raiva e o ciúme juntos podem tirar até o sono de pessoas que não sabem lidar bem com seus próprios sentimentos... 

A raiva, ao ser criada, dependendo de nossa personalidade, fica guardada em uma parte de nosso corpo e pode se alojar na cabeça, no estômago, nas costas, no pescoço e até causar febre e vômito. Achamos um absurdo alguém assumir que sente raiva e disso, eu discordo plenamente, pois aquela tristeza demonstrada, muitas vezes é uma raiva contida dentro de nós, pois achamos indevido demonstrar este sentimento tão negativo, porém o criamos e podemos tirar dele algo de bom ou de ruim, depende de nossos objetivos com isso.

Ao sentirmos raiva com ciúmes, podemos agir de forma agressiva com nosso parceiro, falando frases que abalem a autoestima do outro e, infelizmente, há ainda pessoas tão desequilibradas que passam para a agressão corporal e nisso, são perdidos tantos momentos de alegria, de ternura e de satisfação de ter ao lado uma pessoa que amamos.

Mas a raiva em seu valor genérico pode ser positiva como? Quando a sentimos em nós e a partir deste momento, criamos espaço em nossas vidas para mudanças, para encontrar meios de nos agradar e de satisfazer esse desejo, muitas vezes reprimido que causou a raiva, que pode ser uma simples vontade de se desenvolver mais, demonstrada de forma recalcada na vida alheia ou um desejo de fazer algo que não temos a coragem de fazer, como, demonstrar ao outro o quanto ele agiu indevidamente conosco.

Para conter a raiva, sabe o que geralmente as pessoas fazem? Há aquelas que se empanturram de comida – para demonstrar a quantidade de raiva que sentem por si mesmas e o quanto querem se reprimir e recorrem, de um modo geral, a comidas que elas mesmas têm consciência de que fazem mal para o seu corpo. Outras, transformam a raiva numa apatia, num desânimo e perdem até mesmo a vontade de comer, mesmo sentindo seus estômagos doloridos e vazios, pois estas pessoas demonstram o quanto não aceitam a vida e/ou determinadas pessoas ou fatos do jeito que realmente são.

Podemos reverter o fato de sentirmos a raiva da seguinte maneira:

  1. Aceitar que somos capazes sim de sentir esse sentimento, por mais inteligentes e boas pessoas que podemos ser;
  2. Buscando entender o fator causador desse sentimento em nós, questionando-nos sobre o que gerou essa reviravolta em nosso corpo, essa sensação de peso, de cansaço, de não contentamento.

Respondendo a essas duas perguntas acima, com sinceridade, podemos crescer sobre o fato e encontrar um caminho para nos harmonizar com essa sensação e assim, desenvolver as capacidades que estão bloqueadas em nós para nosso desenvolvimento pessoal. Sim, pois a raiva pode ser considerada um sintoma de que algo em nós precisa ser aprimorado.

Quem sabe não seria a sua paciência para aguardar o desencadeamento dos acontecimentos do jeito que eles devem ser? Quem sabe você não precisa entender que cada um de nós tem um tempo, uma disposição e uma capacidade de aprendizado diferenciados? A raiva é a não aceitação das evidências. Vamos seguir adiante?

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