Será que tem momento certo para sermos solidários?

Visto que temos vários casos de problemas sociais, econômicos e emocionais ao nosso redor, será que dá para adiar para mais para frente nosso momento de interagir com as pessoas que precisam de nossa ajuda?

Será que podemos fingir tão bem que todo o sofrimento alheio não poderia acontecer conosco? Será que não é hora de fazermos um ato de caridade, de livre e espontânea vontade em prol simplesmente de acalentar a dor de terceiros, talvez até de pessoas que nem mesmo nunca tivemos conhecimento de sua existência? E os animais também, será que eles não precisam de nosso apoio para continuarem a sobreviver?

E a natureza? Fala-se tanto em preservar a natureza, mas em preservar os valores dos homens sobre ele mesmo e, consequentemente, sobre como ele interage com a natureza não são importantes para que o planeta continue a ser habitado por pessoas boas? Onde fica o papel da educação dada em casa e nas escolas para o futuro da humanidade?

O que podemos fazer para ajudar as vítimas de calamidades?
Há calamidades de várias maneiras, mas infelizmente, nos tornamos muitas vezes cegos e surdos para elas, enquanto muitos preferem continuar neste estado, achando que assim a dor passa sem que eles possam contribuir com algum bálsamo. Outros até mesmo adoecem acumulando em si a tristeza e a não aceitação da situação real vivida pelas pessoas que sofrem.

Todos estes dois padrões de comportamento só nos fazem refletir sobre como desperdiçamos tempo e energia olhando somente para o nosso umbigo e achando que assim nos protegemos das possíveis tragédias que acometem a sociedade. Mas será mesmo que este é o caminho para nossa proteção? Será que isso é tudo que podemos mesmo fazer pelo outro? Será que só podemos estender a mão a quem um dia nos estendeu a sua?
                  
Será que o mundo só é feito mesmo de pessoas que pensam assim ou todos nós temos dentro de nós um lado solidário, caridoso e generoso, que ao nos permitir a sua manifestação, parece que nosso corpo fica maior do que a extensão normal dele e nos sentimos fazendo parte de um todo tão grandioso que muitas vezes é inexplicável a sensação?

Será mesmo que você ainda acha que pode passar pelo mundo só arrecadando bens sem pensar que seu telhado pode um dia desabar e assim, você poderá ser mais uma vítima esperando uma mão amiga para te ajudar?

“Fazer o Bem sem olhar a quem” é um ditado popular brasileiro que eu acho um dos mais belos e completos do valor da nossa cultura e acredito que perpetuá-lo através de nossos atos pode ser uma maneira de ensinar a nossas crianças que, quem veio antes delas eram pessoas de bom coração. Além disso, acredito muito que nossos exemplos poderão criar inspirações para as novas gerações, fazendo com que elas acreditem que possam contribuir de infinitas maneiras para quem precisa de um apoio.

Como contribuir para um mundo melhor?
Contribuir pode ser sinônimo de vivenciar experiências de auxílio, caridade, benevolência ou qualquer outra palavra que represente o ato de doar, de dar algo a quem precisa de ajuda.

Essa ajuda pode ser de tantas maneiras, que podemos até dizer que são infinitas as possibilidades de serem feitas. Podemos dar o que temos compartilhando bens materiais, comida, afeto, mas o que eu mais vejo possível de ser feito por todos nós é dar a atenção a quem precisa de um ombro amigo. Às vezes, a nossa presença já é o suficiente para quem sente necessidade de ter alguém do lado, já pensou nisso?

Além disso, independente de sua religião, por que não pensar em fazer pedidos a Deus ou a qualquer força em que você acredita para que ela possa levar a paz, a saúde, a harmonia e a felicidade a quem tanto precisa?

Quando nos dispomos a ver o outro como uma pessoa real, que tem seus sentimentos assim como nós mesmos, nós passamos a uma fase de aceitação da realidade como um ato natural e necessário para que possamos compreender como todos nós somos distintos e mesmo assim, possuímos grandes semelhanças por fora e principalmente por dentro.

Então, quem sabe a sua atitude de enxergar a realidade do outro e buscar uma maneira para dar uma ajuda a quem precisa não pode ser um grande passo rumo ao seu próprio crescimento interior? 

Comentários

  1. Bruna,
    A cidade onde por 23 anos vivi foi devastada. Não nasci lá, mas grande parte de minha vida estive em contato com tudo - pessoas, natureza, animais. Passei muito momentos pesados por lá mas foram essas experiências que me fizeram crescer. E quando essa catástrofe aconteceu comecei a mentalizar cada um que estava lá, com seu sofrimento e pedi à Deus misericórdia, luz, fé, força para enfrentar tudo. Não estou contribuindo só com coisas materiais, mas me irmanando com cada habitante de lá, que nem conheço, mas que é meu irmão. Mas independente de ter sido lá um acontecimento ruim, essa tua mensagem abrange o mundo, todas as pessoas que independente de conhecermos ou não - fazem parte de mim, de vc, de todos também.Passamos por um momento de transição, e precisamos ser todos Um. Se não podemos fisicamente ajudar, podemos espiritualmente transmitir luz, misericórdia, solidariedade,amor. Amor, a mola mestra que move o Universo.

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  2. Oi Rita

    Que bom que você entendeu a mensagem e faz parte de um grupo que se mostra aberto a aprender com o outro.

    Podemos fazer muito oferecendo um bálsamo para quem sofre.

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  3. Olha, desde criança meus pais nos ensinaram esse ditado e sempre o colocaram em prática. Tudo que temos e não nos serve (mas está em bom estado), que não queremos (porque enjoamos) ou então coisas que não usamos, nos doamos. Sempre fizemos isso !

    Guardar coisas sem uso é um absurdo ! Tem tanta gente precisando e tanta gente guardando coisas em casa (muitas vezes nem lembrando do que tem).

    Fico muito triste vendo essas calamidades, pessoas perdendo seus parentes, seus animais, seus bens conseguidos à custa de tanto suor... quem assiste uma coisa dessa e não se sensibiliza não é digno de ser chamado de humano. E quem fica de braços cruzado, também !

    Eu peço muito a Deus que abençoe todos os animais e as pessoas que estão passando por essas coisas. Contribuo como eu posso (com doações para os animais e pessoas) e faço a divulgação via e-mail, orkut, facebook, twitter, enfim, por meio de todas as redes sociais em que estou. Assim, eu dou informações confiáveis e peço a todos para colaborarem com qualquer tipo de ajuda (mando contas de entidades sérias, mostro postos de coleta, peço para mandarem essas informações para outras pessoas).

    Eu também peço a Deus, de coração, que ele toque no coração de todos esses voluntários e faça com que eles realmente trabalhem com muito amor, carinho e que não desviem nenhum tipo de doação.Que tomem conta de todos os animais e arrumem um lar para eles... e que ajudem a todas as pessoas.

    Eu acho que as pessoas deveriam parar, olhar essas tragédias, e começaram a pensar nas suas próprias vidas. Tanta gente que reclama de tudo, vive insatisfeito, infeliz, com raiva da vida, não agradece a a Deus por tudo que tem (família, bichos, saude, comida, casa, etc.). E também deveriam dar mais atenção ao lado espiritual e pararem de viver em função de TER e passassem a viver em função de SER (porque infelizmente, as pessoas não estão comprando pra viver, estão vivendo para comprar e se exibir).

    Um beijo !

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  4. É por aí mesmo, ensinar a ajudar a quem precisa precisa estar incluído no ato de educar, pois um dia, poderemos precisar de quem educamos!

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  5. Olá Bruna!

    Sou seu fã, pois gosto muito de seus artigos e dicas para levar uma vida melhor.
    Sobre o artigo eu concordo plena mente em ajudar as pessoas nem que seja emanando uma energia positiva.
    Abraços.
    Marcos Morais

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  6. Oi Marcos, que bom que você acompanha meus artigos! Fico muito feliz em saber!

    É isso mesmo, podemos sim fazer o bem de diversas manerias diferentes!

    Grande abraço!

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