terça-feira, 5 de agosto de 2014

Liberte-se do que não te satisfaz

Onde você se prende? Num relacionamento que não dá mais certo? Em atitudes que você toma para agradar os outros e dizer não às suas próprias vontades? No papel de gente boa para ganhar elogios e ser aceito pelas outras pessoas?
Você já sentiu uma agonia por dentro que vem junto com uma vontade de se libertar? Alguma vez percebeu em você um grande desejo de mudar completamente de postura e de opinião sobre algum assunto? E como você agiu? Engoliu essa vontade e reprimiu isso dentro de você? Até tomou uma atitude diferente, mas como não soube bancar sua postura sendo fiel a si mesmo, foi reprimido pelos outros e aceitou a repressão externa também?
Se você respondeu sim às perguntas acima, reflita:
  • Você se acha mesmo merecedor da felicidade?
  • Você se acha capaz de se dar felicidade?
  • Será que viver nessa prisão vale realmente a pena, será que realmente é a melhor opção negar a si mesmo para conseguir em troca algo dos outros?
  • Você não poderia mesmo, em nenhuma hipótese, dar a você mesmo o que essas pessoas lhe dão?
Eu vejo muitos casos de pessoas que não se permitem viver feliz, renunciam até mesmo sua vontade de sorrir em troca de manter uma imagem para os outros. Tais pessoas estão sempre sofrendo com uma sensação de aprisionamento e grande angústia. Sim, porque estão tomando atitudes contrárias a elas mesmas - estão agindo como seus grandes inimigos.
Se você passa por isso, entenda que essas sensações de estar numa prisão são mensagens de seu corpo pedindo que você tome uma atitude a favor de si mesmo. Claro que isso não é nada fácil para quem vive uma vida inteira respeitando muito mais as vontades dos outros do que as suas próprias. O mais impressionante que acontece na vida das pessoas que se aprisionam por dentro é que elas sempre atraem para perto delas pessoas que a reprimem mais ainda.
Uma cliente me contou que desde quando era criança foi reprimida por seus pais. Ela passou a vida toda sendo alvo de repressão e, para ela, escrever uma redação sobre si mesma e suas opiniões era algo impossível. Depois arrumou um marido que alimentou mais ainda essa repressão, impondo a ela o que ela deveria fazer e dizer. Que vida mais difícil de se viver, não?
Tudo isso porque dentro dela havia uma repressão e um medo muito grande de se soltar e de ser quem ela realmente é - uma mulher linda e exuberante. Mostrar para a pessoa que ela se reprime é algo muito difícil, pois exige muita clareza de que ela mesma se põe como uma escrava dos outros, como alguém que não merece ser feliz.
Muitas pessoas são submissas sem mesmo sentir isso - tomam essa atitude por gratidão, por pena ou por qualquer outro sentimento que acham que é valioso de ser nutrido. Além disso, essas pessoas vivem num ciclo vicioso enorme, porque entregam o poder de suas vidas nas mãos dos outros. Mas será mesmo que se renunciar, viver uma vida sem nenhum prazer em viver é satisfatório?
E você? Acha mesmo que vale a pena viver aprisionado, deixando de fazer o que quer para agradar os outros?

Artigo publicado na Revista Personare: http://www.personare.com.br/liberte-se-do-que-nao-lhe-satisfaz-m276 

domingo, 9 de março de 2014

Quanta fragilidade ainda existe em ser mulher



Muitos não sabem, mas dou aulas numa escola pública dentro de uma comunidade no Rio de Janeiro e no ano passado, exatamente no dia internacional da mulher, houve um crime bárbaro que mexeu absurdamente comigo – uma mulher linda, nova às duas horas da tarde, foi morta e estuprada na rua, sem que ninguém desse queixa contra essa ardilosidade.
Fiquei muito tempo e ainda fico com medo de entrar e sair da comunidade e foi então que pude perceber como qualquer uma de nós pode ser um alvo fácil na mão de homens e mulheres também que queiram o nosso mal – somos realmente um ser muito frágil... E muito passivo em muitas horas... Isso é uma pena porque o ser cruel usa da nossa subordinação para usufruir da sua ardilosidade .
Somos passivas na hora em que achamos que o outro só vai nos amar se fizermos tudo do jeito que ele quer, negando toda a nossa história de vida, nossa maneira de pensar e de agir.
Será que temos que deixar mesmo para trás nossos filhos de outros casamentos, nossa família, nossos estudos, nossa vida por causa de um “novo” amor? Isso mesmo um “novo” amor que você nem mesmo tem como prever se vai dar certo ou não, por mais que você jogue todas as suas peças no tabuleiro!
E esse seu medo de perdê-lo só mostra o quanto você é submissa, se menospreza e desconhece seus valores. Vamos às suas grandes descobertas? Que tal um passeio em busca de si mesma num Coaching ou numa psicoterapia?
Isso vai te enriquecer de conhecimentos sobre si mesma capazes de te oferecer ferramentas para se libertar de amarras que você sempre considerou como provas de amor e na verdade eram só demonstração do quanto você pode mais por você mesma! Se conhecer não dói tanto assim, é uma viagem cheia de histórias e o final é surpreendente!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Renato Russo nunca sai de moda



Nunca pude sentir com tanta sensibilidade as letras de Renato Russo. Acho que as minhas leituras de Clarice Lispector abriram mais meus ouvidos para ele. Talvez o que me acontece foi que eu era muito nova quando a Legião estourava nas rádios com o Faroeste Caboclo e eu achava a letra triste demais.
As letras do Renato são lindas, mas não são para qualquer pessoa entender. São para quem está em nostalgia, nas suas profundezas, uma ou outra são alegrinhas e eu na adolescência não gostava desse estilo de música tão down, mas numa coisa a Bruna de ontem e a de hoje têm que concordar: ele nunca sairá de moda porque o mergulho em si mesmo é muito importante.
O estilo da Legião Urbana vai ser sempre admirado e respeitado porque imita nenhuma banda e para mentes inquietas em busca de respostas, as letras serão sempre evidências sobre o quanto temos de rebeldia na juventude e como temos que encostar em problemas mal resolvidos que carregamos pela vida se não cuidamos deles.
Renato para mim é e será uma voz incomparável, que grave lindo! Tem música que ninguém consegue cantar direito e fica até engraçado. Mas como poeta, ele é o poeta dos que guardam a juventude arredia.
Para variar, morreu novo por não ter cuidado de suas doenças mentais, emocionais e físicas. Uma grande riqueza para a humanidade. Eu sinto que ele poderia ter feito muito mais por ele e por todos os seus fãs, mas não tivemos tempo para isso. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O mundo corporativo e seus treinamentos massacrantes



Você já se sentiu muito incomodado quando teve que se submeter a treinamentos? Pense bem, pode parecer piada, mas há ainda empresas que chamam treinamentos de “pequenos presentes” ou até mesmo acreditam que o funcionário tem que engolir a formatação do seu jeito de trabalhar sem ao menos ser remunerado por isso, empurrando o slogan de que quem “ganha” é o funcionário... será mesmo?
E a nossa maneira única de sermos criativos e pensarmos por si só, o que acontece com ela quando engolimos goela abaixo o pacote chato do treinamento? Isso deve ser anulado quando estamos dentro de uma empresa? Hum...
E por que será geralmente que todo treinamento é maçante para quem pensa e tem uma criatividade aflorada? Será que essas consultorias de treinamento não podem melhorar um pouquinho ou então, essas empresas que se dizem autodidatas em treinamento nunca pensaram em usar mais o lúdico e o engraçado e permitirem assim que o impulso criativo dos funcionários aflore quando eles são obrigados a ficar por horas a fio presos a palestras e a atividades em grupo chatinhas?
Aos funcionários, pensem e repensem se permanecer nessas empresas realmente é um objetivo que vocês buscam em sua vida ou se é algo provisório que pode ser suportável enquanto vocês tiverem paciência para aturar as baboseiras de quem está lá na frente falando de coisas que muitas vezes vocês têm mais domínio.
Às empresas, está na hora de se inovarem! Pois funcionários insatisfeitos com essa obrigatoriedade de treinamentos falsos, repito, falsos porque não são funcionais para trazer mudanças efetivas para o rendimento da empresa só geram cansaço e mal estar entre aqueles que produzem de fato – seus funcionários. 


Artigo publicado na Catho:

http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/o-mundo-corporativo-e-seus-treinamentos-massacrantes