segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os danos que o assédio moral pode causar

Você observou se você começou a ter insônias, alteração na pressão arterial, taquicardia, sudorese e outras sensações de desconforto ao ter que se dirigir para seu emprego? Você consegue associar outras sensações estranhas ao seu ambiente profissional? Será que você não está passando por um momento de pressão e de perseguição dentro de seu trabalho? Isso pode ser sintoma de que o assédio moral está te consumindo e você já não está lidando bem com isso.

Assédio moral é um comportamento inadequado no ambiente profissional que pode envolver calúnias a respeito do funcionário, perseguições, repressões e brincadeiras indesejadas incluindo até xingamentos com a intenção de constranger, intimidar e fazer com que o funcionário se sinta mal e tão incomodado com a situação que tende a pedir demissão e/ou adoeça emocionalmente.

Quem é assediado passa a viver num contexto de pressão emocional que gera a sensação de tensão, incapacidade e insegurança sobre seus conhecimentos e habilidades. Se a pessoa não tem uma clareza do processo que está sofrendo, passa a realmente a acreditar que ela é de fato incapaz de exercer suas funções como está sendo cobrada.

Assim, seu emocional se desequilibra e isso pode desencadear inúmeras doenças emocionais, como gastrite, obesidade, hipertensão, depressão, crise de ansiedade e de pânico.


Se você estiver passando por uma situação semelhante, o que fazer?

1. Primeiramente, o que é recomendado é que a pessoa ao se sentir com algum desses sintomas de mal estar busque ajuda psiquiátrica e também acompanhamento terapêutico com um psicólogo, pois estes profissionais podem oferecer o suporte inicial para que seu corpo não adoeça e seu quadro de saúde não se agrave.

2. É realmente difícil que a pessoa na condição de vítima de assédio moral entenda que ela não é responsável por essa violência que lhe acomete, pois a estratégia de quem assedia é justamente manipular a vítima para que ela se sinta realmente a culpada pela empresa não conseguir alcançar resultados positivos no seu setor.

3. Para que você que está passando por uma situação de assédio moral, se observe, entenda a gravidade dos fatos e não ache que você pode ter o controle da sua situação interna sobre os danos que o assédio moral pode te causar.

4. Outro ponto importante é não perder a sua razão sendo agressivo com quem lhe assedia para que você não perca o seu direito de se defender judicialmente.

5. Mesmo que a pressão do assédio moral seja grande sobre você, não peça demissão para que você não perca os seus direitos. Tente manter a calma e a serenidade para que a sua saúde não seja prejudicada.

Como agir para entrar com um processo de assédio moral contra sua empresa?

1. A primeira vista, parece que nada pode ser feito a seu favor, mas o importante é você entender que isso se trata de um ato ilegal e que há leis e sindicatos que podem te dar o apoio necessário para que você judicialmente tome as devidas atitudes.

2. De acordo com a lei, o que caracteriza o assédio moral é a repetição de atos constrangedores. Então, é preciso juntar os fatos que comprovem que você está sendo assediado moralmente.

3. Tente adquirir provas concretas de que o assédio moral acontece com você, como emails, bilhetes ou até mesmo gravações de conversas entre você e o assediador.


Os danos do assédio moral podem ser tão graves que depois de passar por uma situação desse tipo, muitas pessoas entram em processos depressivos e nem mesmo retornam ao mercado de trabalho por adquirirem um trauma muito grande na relação entre empregador e empregado.

10 comentários:

  1. Eu achei esse artigo muito importante para orientar as pessoas que sofrem dos males causados pelo assédio moral , que passa a ser um dos problemas que mais atingem profissionais de diversas áreas de atuação . Você está de parabéns, por mais uma vez ajudar, com orientações valiosas, a superar esse problema , ou até mesmo se preparar para evitar que seja mais uma vítima desse mal,diminuindo assim tantos traumas psicológicos .

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  2. Estou muito emocionada ao ler este artigo, pois estou afastada do trabalho, sem previsão de alta e ainda correndo o risco de realmente não poder mais voltar exatamente por conta de situações que a Bruninha descreveu com exatidão. Realmente, a nossa primeira sensação é de muita culpa, estou há mais de um ano e meio num processo que já teve suas fases muito dolorosas mas depois de acertar com profissionais competentes, terapias e muita FÉ EM DEUS, estou conseguindo viver com qualidade. Só não posso realmente voltar àquele trabalho, pois o estresse pós-traumático foi tão forte que só de pensar em chegar no local tenho crises de pânico e agorafobia (gente, isso inclui as instalações físicas do local onde a pessoa passou pelo trauma, e infelizmente, segundo os profissionais que me acompanham, o trauma não fica associado só às pessoas, mas também ao local onde o fato ocorreu, incluindo toda a instituição e os prédios que pertencem a ela.) Meu caso foi tão grave que estou em vias de ser aposentada por invalidez. Como acredito na Espiritualidade Maior, tenho certeza de que tudo isso tem um porquê e meu afastamento está me levando a outros horizontes mais belos e felizes. Além dos tratamentos, inclusive os conselhos da Bruninha, TENHAM MUITA FÉ EM DEUS E NOS SEUS PROTETORES! Obrigada, Bruna, você é iluminada. Beijos para você e força para os leitores que se identificaram com esta situação. TEM SOLUÇÃO, VIU GENTE? ACREDITEM!!!

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  3. Oi Sabrina, obrigada pelo seu comentário. Foi realmente esse meu pbjetivo - mostrar para quem sofre que é possivel se libertar disso e para quem comete esse dano a outra pessoa, que há justiça a favor de suas vítimas, então, não se deem ao trabalho de maltratrar ninguém porque pagarás em vida!

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  4. Oi Marta que bom que você comentou sobre este artigo e pôde refletir sobre o assunto, além de dar uma força para quem passa por esse tipo de violência tão pouco conhecida ainda, mas que gera danos realmente muito graves à saúde das pessoas!

    Forte abraço!

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  5. Márcia Hassen de Andrade10 de março de 2012 19:43

    Bruna parece que vc adivinhou pelo que passei algum tempinho atrás. Ainda estou no mesmo lugar, só que mais calma, mais é por isso que quero sair de lá, tenho muita fé em Deus que conseguirei. Estou contanto no relógio a hora de sair para outra coisa melhor dentro de meu ambiente de trabalho.
    E é através dessa mudança que quero mostrar a mim mesma que tenho condições de adaptar ao novo .Isso começou quando eles perceberam que estava fazendo faculdade, depois isso voltou ao normal, mais para mim nunca mais vai ser a mesma coisa.

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  6. Oi Márcia.

    Adorei o seu comentário. Realmente pode acontecer assédio moral, quando percebem em nosso ambiente de trabalho que estamos desenvolvendo novas habilidades e com isso, podemos conquistar um posto de destaque, mas não desanime, continue a trilhar o caminho escolhido por você mesma!

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  7. Bruna,
    Parabéns pelo artigo! Esse é um tema que deve ser muito discutido. Eu só percebi as consequências do assédio moral que sofri quando estava num trabalho novo.Demorei a entender e buscar ajuda.

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  8. Passei há um ano por este problema e adquirir doença nos nervos a Síndrome do túnel do Carpo.Estou há uma ano afastada. Sou funcionária pública e devido a isso o processo é mais moroso.Tive perdas salariais por estar em auxilio doença a minha vida financeira, física e emocional despencou.Já faço tratamento contra a depressão e a situação piorou.Perdi a crença nas pessoas, decepcionada com colegas de trabalho que por medo ou falta de interesse se recusaram a me apoiar.Mas ainda há alguns que acredito posso contar. só de pensar em voltar eu me sinto mal. Com náuseas.Estou seguindo o seu Blog e uso o meu como terapia. Desabafo.

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  9. Entendo perfeitamente o que sente uma pessoa vítima de assédio moral. Hoje eu, vítima também, engordei mais de 20 kilos, tenho diabetes, pressão alta, não tenho ânimo para nada, sinto uma profunda tristeza e não sei mais o que fazer. Me afastei dos amigos e so tenho vontade de me esconder de tudo e todos! Fui assediado de 2009 á 2014 e hoje quando as vezes vejo o assediador me da desespero! Embora ele quase não fale comigo, so de ve-lo sinto vontade de desaparecer!!! Me desculpem o desabafo!!!

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  10. ola meu nome e Cleiton vieira e tenho 30 anos gostaria de tira uma duvida por favor ser pode responde recentemente eu pedir um emprego porque um casal chegou no hotel e ai na chega deles eu cumprimentei falei meu nome e pgt o nome deles e ai logo em seguida falei do restaurante que tem no hotel e convidei a eles para ir la toma um drinque e conhecer o cardápio que o restaurante ia fecha cedo só isso e ai voltei pro restaurante do hotel no outro dia a mulher do hospedo foi reclama na recepção que tava abus sando dela... isso e uma forma de abusso..

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